“Geringonça” na Maia?

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António Costa
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1.- Os dados parecem lançados. Por parte dos dois partidos e outros ditos “independentes”, o CDS e PSD já se encontram em campanha eleitoral para as autárquicas na Maia. O seu candidato aí está, mesmo que seja em qualidade doentia, de quem faz da sua vida uma “carreira política”. Teremos mais três mandatos da coligação e mais três da pretensa oposição. Na Maia nunca existiu nenhuma candidatura independente de partidos e se aparecer será derrotada, dado que os elementos que a formariam são já do passado, militantes ativos de partidos políticos. Como o poder não chega para todos há que concorrer por outra força qualquer ou fomentar a “independência”. O serviço público é prestado de quem nada quer dele, nem favores, nem carreiras que fora dele não têm, por que as competências não existem. Gostaria de ver outras pessoas candidatas à câmara municipal da Maia, que não possuíssem os vícios do poder, que corrompe. Não será desta vez que tal acontecerá, e os mesmos da coligação que governa vão governar mais. Novas ideias e novos protagonistas não existirão para mal dos maiatos e das maiatas.

2.- Também ao que tudo indica do lado das várias oposições, os seus candidatos serão o “mais do mesmo”. Ou estão comprometidos com uma profissão que se chama de “político”. Mas deixem que novos nomes assumam as causas da cidadania, não empanturrem a Maia, dos barões, que mesmo na sombra mandam. A “geringonça” nacional não irá acontecer na Maia, dado que acima dos interesses das populações estão as suas carreiras, não de dar(-se), mas de receber. As honras e as romarias empestadas de formigueiros poderes podres e sem ideias, continuarão a empecilhar as populações e a crescer os interesses inconfessáveis. As pessoas de bem não embarcam em piratarias inconcebíveis e manipuladas. Porque servir é incomparavelmente diferente dos exercícios de poder e alianças com inimigos de ontem, feitos amigos de hoje. “Geringonças” maiatas nem pensar, por que, por felicidade, não todos, são vendilhões das ideias e subservientes aos poderes instituídos.

3.- Assim terão cartazes, programas – estes para arquivar no balde do lixo amarelo -, promessas de tudo e a todos, uma governança sem quaisquer apetites de sermos cidadãs e cidadãos, de corpo inteiro, de intervenção cívica. Diríamos que é pena, ou diria mesmo é muito mau, que os protagonistas conheçam arenas onde desbravam lutas corpo-a-corpo, que nada dizem ao povo maiato. Todos temos a perder: com poderes instituídos há décadas e oposições bárbaras, que acabam na saída das reuniões normais. Nós que fazemos parte do povo perdemos a confiança e outros retiram-nos a honra.

Joaquim Armindo
Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental

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