Maria João Pires e Coro Gulbenkian conquistam prémios GRAMOPHONE

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A pianista portuguesa, Maria João Pires, arrebatou recentemente o prestigiadíssimo prémio GRAMOPHONE, na categoria concerto, podendo ainda arrecadar um outro prémio, na categoria gravação do ano, para o qual está nomeada com a mesma interpretação, mas cujo vencedor só será revelado durante a gala dos prémios GRAMOPHONE, que terá lugar em Londres, no próximo dia 17 de Setembro.

Maria-Joao-Pires

 

Este galardão dedicado à Música Clássica é semelhante aos Óscares no Cinema, distinguindo as melhores interpretações gravadas e editadas em cada ano.

Desde 1977 que a indústria discográfica especializada na edição deste género musical distingue os melhores, em doze categorias diferentes.

Os vencedores são eleitos pelos críticos da publicação britânica da especialidade GRAMOPHONE, por agentes da indústria discográfica, por representantes de estações de rádio clássicas, e ainda por um painel de directores artísticos e músicos cujos currículos lhes conferem o estatuto necessário para integrar o júri.

A gravação realizada em estúdio, que levou a pianista portuguesa a conquistar este prémio, conta com a participação da Orquestra Sinfónica da Rádio Sueca, sob a direcção do maestro inglês, Daniel Harding.

A brilhante performance de Maria João Pires, na interpretação dos concertos para piano nº 3 e nº 4 de L. v. Beethoven, constitui o programa do disco com que se estreia na editor “Onyx Classics”, com a qual assinou no final de 2013, deixando a “Deutsche Grammophon”, a que esteve ligada desde 1989, e para a qual gravou uma apreciável série de obras do repertório pianístico internacional.

Em outubro do ano passado, a revista GRAMOPHONE, publicou uma crítica à gravação agora distinguida, sublinhando “… a pureza e o brilho da interpretação de Pires…”, acrescentando que “Ela faz parte desses verdadeiros grandes artistas que parecem fazer muito pouco mas acabam por fazer tudo”.

Coro Gulbenkian acompanha Maria João Pires na recepção do prémio

O prémio GRAMOPHONE, na categoria Ópera, distingue a gravação da ópera Elektra de Richard Strauss, dirigida por Patrice Chéreau, com a Orquestra de Paris e o Coro Gulbenkian.

Esta distinção, apenas vem sublinhar o alto gabarito artístico do Coro Gulbenkian, cujas performances artísticas se encontram também plasmadas em inúmeras edições discográficas de várias editoras, de entre as mais prestigiadas no Mundo da Música Clássica.

Enquanto português, e muito em particular na minha qualidade de músico e melómano, congratulo-me por ver os artistas do meu país, serem reconhecidos internacionalmente ao mais alto nível, e felicito os felizes galardoados, pelo mérito das suas conquistas.

Victor Dias

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