Nobre

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O aparecimento da candidatura à Presidência da República, do Prof. Dr. Fernando Nobre é verdadeiramente uma lufada de ar fresco no panorama político português.

No seu discurso de apresentação, o Prof. Dr. Nobre invocou um conjunto de valores com os quais me identifico plenamente e sem reservas de qualquer espécie.

Tenho de confessar que me chocaram, e em certos casos até me repugnaram, algumas análises políticas proferidas pelos comentadores do regime, instalados nos seus quadrantes de opinião, aparentemente independente e isenta. Alguns desses papagaios mediáticos acabaram por provocar um efeito contrário ao pretendido, chamando à atenção dos cidadãos, para aspectos da candidatura do Prof. Nobre, que segundo eles configuram um apreciável “handicap” que enfraquece a sua candidatura, mas que para uma imensidão de pessoas é justamente uma enorme mais valia que ela aporta. Refiro-me obviamente ao facto de estarem a apontar a falta de experiência e currículo político, no exercício de cargos públicos, como sendo a maior dificuldade desta candidatura.

É minha convicção que o povo vai justamente valorizar essa espécie de “virgindade” política, quando tiver de confrontar nos pratos da balança, a experiência, o currículo e claro, também inevitavelmente, os vícios e calculismo eleitoralista dos outros candidatos. Nesse momento, a candidatura do Prof. Nobre sairá a ganhar, ainda que no final, o marketing político, uma ciência muito em voga, consiga fazer sentir a força esmagadora da política emoção, dos “hapennings” carregados de sensacionalismo e espectáculo que cilindram a razão e impõe a lógica da emotividade comunicacional.

Seja lá como for, esta candidatura tem várias coisas que me agradam, sendo que a mais forte e que não me pode deixar indiferente, é a pessoa do candidato.

Conheço pessoalmente o Prof. Dr. Fernando Nobre e considero-o um homem de boa vontade, de uma generosidade e bondade contagiante, expressa na forma afável, serena e tranquila como acolhe todas as pessoas que se lhe dirigem, procurando até nesse relacionamento, ser justo e equitativo, por forma a que ninguém se sinta excluído ou menos considerado, fazendo questão de dispensar a todos por igual, o mesmo tratamento afectuoso e próximo.

Podem alguns dizer que ele conhece mal as atribuições e competências próprias do cargo a que se está a candidatar, mas isso a mim pouco me importa, o Prof. Nobre é um homem inteligente e conhecedor do Mundo, das fraquezas e das grandezas da Humanidade, das suas virtudes e defeitos, facto que faz dele senhor de uma enorme capacidade de adaptação e aprendizagem. O seu currículo de Ser Humano é o seu maior património que ele faz questão de partilhar com todos os portugueses, currículo esse que, como costuma dizer um amigo meu, faz dele um eterno candidato ao Nobel da Paz.

Cariz humano

Um português com estas características, com este perfil humano e com o seu património de doação aos outros e à Humanidade é por certo um excelente candidato à Presidência da República, porventura, o único capaz de unir Portugal, num momento em que, mais do que a estabilidade política e celebração de acordos e consensos podres, é absolutamente necessário que os portugueses estejam unidos, para enfrentarem com coragem e espírito de sacrifício, os tempos difíceis que estamos a viver.

Perante a actual classe política, o Prof. Fernando Nobre destoa completamente, simbolizando a esperança, a Ética, a verdadeira Cidadania Democrática e participativa e tudo quanto há de melhor no povo português, como a solidariedade, o voluntariado, o desejo de Justiça e Paz para todos, independentemente de credo, cor política, cor da pele ou cultura.

Sou social democrata e nunca votei em nenhum candidato fora da minha área política, embora já me tenha arrependido algumas vezes de ter sido um militante disciplinado, como aconteceu com o apoio empenhado e voto convicto que dei ao Prof. Freitas do Amaral, personalidade com quem sofri uma tremenda decepção. E é precisamente por esse facto que quero saudar entusiasticamente a candidatura do Prof. Dr. Fernando Nobre. Uma candidatura livre do espectro e das lógicas aparelhísticas dos partidos, cujo referencial ideológico é apenas o Nobre pensamento do candidato.

Não me deixo embalar e tão pouco embarco na etiquetagem político-panorâmica que o quer plantar à esquerda. Não me choca até que ele seja um homem de esquerda, porque verdadeiramente o que me interessa é que, pela primeira vez em muitos anos de Democracia e Liberdade apareceu alguém cujo discurso dá prioridade ao Ser Humano e o coloca no centro das suas preocupações.

Julgo que os fazedores de opinião, a classe política e os outros candidatos, os efectivos e os proto-anunciados, estão a subestimar esta candidatura, cujo serviço à cidadania tem um valor difícil de aquilatar no imediato, mas que, a meu ver, dará os seus frutos a médio e longo prazo. Para já, penso que todos nós, cidadãos com opinião própria, livres de preconceitos ideológicos, sociais e culturais temos de saudar calorosamente esta candidatura de um verdadeiro e autêntico Humanista, cuja consciência e visão do Mundo lhe confere uma credibilidade e autoridade Ética e Moral, à prova de tudo, incluindo à prova do fogo mediático que, não raras vezes, sem rosto e sem assinatura, aplica implacavelmente a triturante teoria da amálgama, para fazer crer que todos são feitos da mesma massa.

O Prof. Dr. Fernando Nobre é realmente um candidato oriundo da sociedade civil, da cidadania e do livre, mas responsável, pensamento!…

Victor Dias