Opinião de João A. Couto: Mudar de Vida

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O portuense Sérgio Godinho costuma cantar “hoje é o primeiro dia do resto da tua vida” e julgo que é esta a forma de pensar de milhares de militantes do PSD que se preparam para exercer o seu direito de voto, hoje, 26 de Março, nas diferentes secções de voto em todo o Portugal.
O Partido Social-democrata encontra-se, uma vez mais, numa encruzilhada. O país definha, envolvido numa das mais graves crises económicas da sua história, fruto do desgoverno de José Sócrates e dos seus pares e sem que a crise internacional possa justificar tudo ou servir de desculpa para erros próprios. Temos um governo que já não governa, apenas se mantém em permanente campanha eleitoral por saber que nós sabemos que eles sabem, que estão a prazo. Aqueles que entendem que o povo português não se governa nem se deixa governar estão completamente equivocados. Os portugueses querem, rapidamente e em força, mudar de governo, ou seja, mudar de vida.
Por isso mesmo, os Portugueses olham para estas eleições directas do PSD como nunca antes o fizeram. As diferentes sondagens de opinião, de distintas empresas e órgãos de comunicação social, permitem-nos verificar que existe um sentimento de esperança e um querer da mudança. Os seus sinais, plasmados nos respectivos resultados, são claros: os Portugueses querem uma vitória clara e inequívoca de Pedro Passos Coelho e com ela um novo rumo para Portugal.
Os militantes do Partido Social-democrata que hoje se dirigem às respectivas sedes do partido não se limitam a escolher um novo líder para o partido mas, sobretudo e fundamentalmente, o futuro primeiro-ministro de Portugal. Olhando para as quatro candidaturas, para os seus programas, para o percurso de cada um dos candidatos, é óbvio que apenas dois deles preenchem os requisitos essenciais para a dupla função que lhes espera: Pedro Passos Coelho e José Pedro Aguiar Branco.

Seriedade

O advogado portuense e líder da bancada parlamentar do PSD na Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, é um homem sério e competente. Partiu para estas eleições cumprindo a palavra dada e tendo sido traído pelo seu delfim, Paulo Rangel. Um facto indesmentível e reconhecidamente prejudicial para o sucesso da sua candidatura – o seu delfim, em tão só 48 horas retirou-lhe parte substancial dos apoios que naturalmente seriam seus. Falta saber o papel da actual líder em toda esta tão mal contada história.
Já Pedro Passos Coelho teve um percurso diferente. Depois de perder nas últimas eleições directas, a favor de Manuela Ferreira Leite, continuou a caminhar rumo ao futuro. Foi para o terreno auscultar a sociedade civil, visitou diversas instituições sociais, ouviu inúmeros independentes, reuniu com associações patronais e sindicais, conversou com os principais bloggers nacionais, estudou dossiers, lançou um livro com as suas ideias para Portugal, em suma, preparou-se melhor para o desafio da mudança.

Agora chegou a hora de os militantes do PSD escolherem. E se é certo, após o debate a quatro na RTP, que Pedro Passos Coelho parte na frente, não o é menos que necessita de uma vitória clara, superior a 50%.
Bem sei que por um se ganha, por um se perde mas para conquistar a paz e a tranquilidade necessária no PSD, é fundamental que a sua vitória seja suficientemente expressiva para serenar a militância, colocar os barões em sentido e todos juntos prepararmos o futuro.

A Maia

A Maia, uma vez mais pela mão do Eng. Bragança Fernandes, foi e é um exemplo dessa unidade. Enquanto Presidente do partido recebeu todos os candidatos que aqui quiseram vir. Procurou serenar as diferenças e com a sua habitual calma e bom senso a todos ajudou. A título pessoal declarou o seu apoio a Pedro Passos Coelho afirmando que todos são excelentes candidatos mas que acredita ser Passos Coelho o homem certo para liderar, agora, o PSD e em breve o Governo da Nação. Mais uma vez, Bragança Fernandes mostrou o seu faro político e a sua sensatez em colocar em primeiro lugar os interesses de todos e só depois o do seu partido.
Este sinal claro do Presidente do PSD-Maia deve servir de reflexão a todos os sociais-democratas da Maia. Deve ser o farol que os guia neste dia tão importante para todos nós. O seu apoio a Passos Coelho, retribuído com elevada estima e consideração pelo candidato – eu sou testemunha da forma sensibilizada como Passos Coelho recebeu este apoio, até por saber que é raro um gesto público destes por parte de Bragança Fernandes e o que significava para a Maia – manifesta que, se Passos Coelho vencer e de forma clara igualmente na Maia, teremos na liderança do partido e, posteriormente, na liderança do país um amigo, alguém que saberá ouvir a nossa voz.
Na Maia, Pedro Passos Coelho conta com bons amigos, todos eles discretos, sem aparecerem em bicos de pés mas sempre ao seu lado nos momentos mais difíceis, nos fóruns mais complicados, nos locais mais inusitados. Aqueles que marcaram uma posição clara depois dos debates, após aquele momento complicado no congresso – que calaram os apupos de claques organizadas sem ligação ao partido que estavam lá para destruir em vez de ajudar a construir – que tanto ajudaram a passar a mensagem sem nada em troca que não a sua amizade e a certeza de estarem do lado certo da história.
Foram maiatos e maiatas que em silêncio e concertados com tantos outros militantes, independentes e meros apoiantes trabalharam, todos os dias, em prol da mudança.
Pelo país assistimos a uma enorme vaga de portugueses e portuguesas sem filiação partidária que se juntaram nas iniciativas públicas e nas redes sociais, oferecendo aquilo que melhor sabem fazer, a sua força de trabalho, o seu pensamento plasmado através da escrita. Foram milhares de homens e mulheres anónimos e nem todos militantes do PSD que se juntaram a estes naquela que será conhecida, aconteça o que acontecer, como a primeira eleição disputada, igualmente, nas redes sociais em Portugal.

Pontes

Ao longo de todos estes dias de campanha foram mais as pontes que se construíram que os caminhos que se perderam. Foram dias e foram noites, em silêncio, sós ou acompanhados, a trabalhar por algo absolutamente diferente, sem medo e com toda a paz, esperando por um amanhã diferente, um desejo de mudança, uma crença inabalável que estamos perante algo diferente, algo que há muito não se via nem se pressentia em Portugal, uma verdadeira revolução silenciosa, um sentimento de que vamos fazer o que ainda não foi feito.
É este sentimento de que é possível mudar Portugal e que Pedro Passos Coelho está preparado para tomar nas mãos esta enorme responsabilidade, que está rodeado de gente capaz de nos guiar pelo caminho certo, rumo a um Portugal melhor. Esta é a nossa terra, o pedaço que queremos entregar aos nossos filhos bem melhor do que a recebemos dos nossos pais. É uma mudança geracional e a prova de fogo para a geração de Passos Coelho. É agora ou nunca.
Até agora, todos nós, inebriados por uma falsa ideia de eterna prosperidade, estivemos mais entretidos a olhar para o nosso umbigo e não vislumbramos que estávamos a caminhar, paulatinamente, rumo ao abismo. Eleição após eleição, preocupados com meros interesses pessoais, permitimos que o PS e José Sócrates voltassem a vencer e com eles acordamos de ressaca, com um país economicamente de rastos, perto da bancarrota e deixando uma triste herança para as gerações vindouras.
É chegada a hora da mudança. Uma mudança que não passa apenas e só pelo PSD mas por Portugal e, sinceramente, olhando à nossa volta, só Pedro Passos Coelho e a sua equipa nos permite augurar algo de novo, de diferente, de bem melhor. Nem tudo o que defende nos satisfaz, principalmente aqueles que, como nós, defendem a Regionalização como novo paradigma da organização administrativa e política da nossa sociedade e que a queremos já quando ele pede calma e tempo. Mas temos que ceder, um passo de cada vez, agora é chegada a hora de arrumar a casa, de colocar o país na rota do desenvolvimento. O momento é de tal forma crítico que obriga a sacrifícios de cada um de nós e dos nossos ideais em prol de todos, do bem comum.
Hoje, 26 de Março de 2010, entre as 17h e as 23h temos todos de assumir a responsabilidade de fazer uma escolha clara: ou votamos em Passos Coelho apostando num futuro de mudança e de diferença em prol de um Portugal melhor ou, pura e simplesmente, apostamos em mais do mesmo, naqueles que nos levaram a uma derrota estrondosa nas últimas eleições legislativas e que são, não duvidem, os grandes responsáveis por continuarmos a ter o Partido Socialista e José Sócrates a guiar Portugal rumo ao abismo.
Está nas nossas mãos sermos os obreiros da mudança. Pelos nossos Filhos, por Portugal, hoje é o primeiro dia do resto das nossas vidas.