Opinião: Diogo Silva – Abrangência Tranquila

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O PS Maia iniciou, no último fim-de-semana, o seu ciclo de eleições internas com o objectivo de eleger os órgãos da concelhia e das secções para o biénio de 2010 – 2012. A secção de Águas Santas foi a primeira a realizar eleições e a eleger o seu secretariado.
Nesta secção tive o privilégio de incluir a lista que se apresentou como candidatura única. Foi uma candidatura que resultou de um contacto intenso com os militantes, apresentando-se com o propósito de desenvolver um projecto de abrangência, dando representatividade a todas as freguesias e, acima de tudo, não se constituir numa candidatura de grupos. Foi uma candidatura que se preocupou em unir o partido e a promover o diálogo com vista à constituição de uma equipa que consiga desenvolver um trabalho de afirmação do projecto socialista, tendo como princípio o envolvimento e um trabalho de interligação com os autarcas eleitos e população. Só com um partido unido, capaz de construir um projecto político sério, que se constitua com o envolvimento dos seus dirigentes, autarcas, militantes e sociedade civil, é que o PS poderá ser visto como uma alternativa credível ao PSD nas freguesias e no concelho da Maia.
Nesta secção foi possível a construção de um projecto abrangente, algo que o PS teria que ter feito o esforço para que se concretizasse também a nível concelhio. Só assim o PS Maia conseguiria, de forma mais eficaz, iniciar o longo e duro trabalho de se afirmar como alternativa de poder ao PSD. No entanto, pelas candidaturas já conhecidas sabe-se hoje que isso não acontecerá. Bem pelo contrário. Infelizmente, já tivemos a oportunidade de assistir a ataques pessoais que não são dignos de uma disputa política interna. Os argumentos a utilizar numa campanha interna não devem e não podem ir além da apresentação de ideias e de linhas políticas de actuação. Uma campanha interna deve ser uma oportunidade para os candidatos iniciarem a afirmação do seu projecto político para o concelho, centrando-se nos problemas e na forma alternativa de desenvolver o concelho da Maia. Só dessa forma é que o PS poderá iniciar um percurso de crescimento.
No entanto, perante as duas candidaturas que se apresentam aos militantes socialistas há que fazer uma escolha. A escolha deve ser baseada em critérios coerentes que, acima de tudo, reflictam uma preocupação com a imagem e o desempenho do PS. E para que o PS se possa afirmar tem que ser capaz de, a seguir às eleições, envolver todos os militantes, autarcas e sociedade civil na construção do seu projecto. E perante as duas candidaturas apenas uma delas me parece dar garantias de um envolvimento entre dirigentes, autarcas e militantes. Um envolvimento que seja capaz de iniciar o duro caminho que o PS Maia tem que percorrer para conseguir o seu objectivo principal: ganhar as eleições autárquicas. E neste momento, a candidatura que está em melhores condições para promover essa abrangência de forma tranquila é a candidatura da camarada Paula Cristina Duarte. E é este o motivo principal e fundamental pelo qual a irei apoiar.

Membro do Secretariado da Secção de Águas Santas