Opinião Fernando Moreira de Sá: In Memoriam

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Sempre que alguém parte definitivamente do convívio com os outros é politicamente correcto dizer-se que “fulano era um homem bom” ou “a morte de sicrano é uma perda irreparável”.
Eu e a minha família tivemos o grato privilégio de conhecer o António Maia Freitas, o eterno “Sr. Freitas”, no início dos anos noventa. Fomos companheiros de várias lutas e estivemos entrincheirados do mesmo lado da barricada em diferentes momentos. Desde essa data nasceu uma grande amizade. Nos últimos anos costumávamos estar juntos em três diferentes locais: no quiosque do centro da Maia, no Dragão (e antes nas Antas) e em inúmeras cerimónias públicas. Durante anos tive a honra de contar com ele, ao meu lado, em diversas Comissões Políticas Concelhias (no Partido Popular da Maia) e foi com enorme justiça que lhe fizemos uma sentida homenagem em vida há uns anos.

Não posso deixar, nesta hora, de afirmar algo que eu e a minha família sempre consideramos sobre o Sr. Freitas: ele era realmente um homem bom! Mais, o seu desaparecimento é uma grande e irreparável perda para a Maia, para a sua Moreira da Maia e para os seus Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia. E ao escrever estas palavras não o faço por ser politicamente correcto mas por ser, isso sim, a mais pura verdade. Não esqueço as suas palavras de conforto nas horas menos boas. Nunca esquecerei aquele brilho nos olhos sempre que falávamos sobre o nosso Futebol Clube do Porto. Para sempre ficará na minha memória a força que me dava quando eu fui estudante e a preocupação, repetida, comigo e com os meus. A ternura, a preocupação e o amor com que me falava sobre a sua mãe era algo de extraordinário e só possível a um homem profundamente bom.

Por isso, senti o dever de deixar este meu testemunho sobre um dos mais ilustres maiatos que conheci e dedicar estas sentidas palavras à senhora sua Mãe, que nesta triste hora será uma das pessoas que mais sofre com tão injusta perda.
Caro Amigo António Maia Freitas, esteja onde estiver, sei que estará feliz por ter visto a sua terra despedir-se de si como era merecido a tão ilustre filho de Moreira e receba este fraterno abraço meu e de toda a minha família.
Até qualquer dia, Senhor Freitas.