Opinião Francisco Vieira de Carvalho: Um Verdadeiro Presidente

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O Prof. Aníbal Cavaco Silva venceu e convenceu nas eleições presidenciais do passado dia 23 de Janeiro. Estive com ele em muitos dos momentos da campanha, empenhei-me convictamente na sua reeleição, porque também eu acredito em Portugal e nos Portugueses.
Estive com ele desde a apresentação da sua candidatura no CCB, até à noite eleitoral também no CCB, e pelo meio estive na inauguração da sua sede de campanha e no comicio de encerramento, onde tive a honra de subir ao palco do coliseu dos recreios.

Não posso esquecer o último dia de campanha, onde almoçamos com jovens no Chiado, e depois percorremos toda a baixa pombalina, sempre apoiados num mar de gente anónima, mas entusiasta, que a todos contagiava.
Embora não tenha sido notícia em nenhuma imprensa local ou regional, de facto em todos esses grandes acontecimentos, fui o único Maiato presente.
Como tal não posso deixar passar a oportunidade para agradecer todas as honras que me foram concedidas, sem nada ter pedido.
Assim, ao Prof. Anibal Cavaco Silva e á sua esposa Dr.ª Maria Cavaco Silva, o meu muito obrigado pela amizade e consideração.

Esta campanha Presidencial foi marcada por inúmeras questões que não posso deixar de referir e de reflectir.
Foram muitos os Portugueses que, querendo votar, não o puderam fazer por razões burocráticas. E como é óbvio, a qualidade da nossa democracia também se constrói criando condições para o exercício efectivo do direito de voto. Hoje, em plena era das novas tecnologias, esta situação é apenas e só inaceitável.
Foi uma campanha em que os adversários do Prof. Aníbal Cavaco Silva, procuraram denegrir o seu carácter e a sua integridade pessoal. Foram cinco ferozes candidatos, contra um, e a dignidade e o respeito que devem envolver uma eleição presidencial não foram respeitados.

Os Portugueses souberam ver de que lado estava a verdade e, mais do que isso, condenaram, com uma grande vitória, uma forma de fazer política e estar na política, que é imprópria de uma verdadeira democracia adulta e consolidada. Em democracia, devem debater-se ideias, projectos e linhas de acção.
Nestas eleições ganhou a verdade. Venceu quem teve a postura correcta e digna. Quem ousou dizer a verdade e só a verdade. Quem teve ao longo de toda a sua vida uma rectidão de acção e pensamento, de obra e credibilidade, de carácter e de correcção.

A mentira e a hipocrisia têm os dias contados, o passado e o presente assim o comprovam. Vamos esperar para ver nos próximos tempos novos episódios de um filme já muito visto, onde a verdade, tal como o azeite virá sempre acima.
Espero que esta lição sirva para toda uma classe política que usa e abusa da mentira, que usa e abusa do poder, e que se serve, em vez de servir a causa pública.
Uma nota também para a imprensa, que de uma forma perfeitamente parcial, serviu os interesses de alguns grupos de pessoas, fomentando mentiras e calunias, esquecendo o brio profissional, a rectidão, e em especial a ética.

Esse tipo de imprensa que se vende por um punhado de lentilhas, não será esquecida e o Povo, sim o Povo, distingue perfeitamente a verdade da mentira, e condena esses Pseudo profissionais, que apenas vivem a custa de servir interesses obscuros e nada sérios.
Mas o futuro, com esta eleição parece-me mais claro, mais límpido, com mais esperança, com mais e melhor futuro.
Estamos perante um tempo de mudança, e mudança significa esperança, e esperança significa juventude.
Sim, os novos tempos serão dos jovens, e de todos aqueles que acreditam, e de todos aqueles que sonham, que anseiam, enfim, já tenho uma enorme saudade do futuro……
Na longa noite eleitoral, tive a oportunidade de em Lisboa no CCB, trocar ideias e impressões, com muitas pessoas, e em todas elas saliento a ideia base, um voltar a acreditar baseado na verdade.

E como disse o Prof. Aníbal Cavaco Silva:
“Nesta eleição há vencedores e há derrotados. Venceram os que acreditam em Portugal, os que têm a coragem da esperança. Venceram os que estão na vida pública com uma atitude construtiva, os que fizeram uma campanha com ideias, com projectos, a pensar nos Portugueses.
Nesta eleição há vencidos. São aqueles políticos e os seus agentes que preferem o caminho da mentira, das calúnias, dos ataques sem sentido ao debate de ideias sobre o futuro de Portugal. Foi o povo que democraticamente os derrotou.

Uma vez mais, o povo português não se deixou enganar. Esta é a noite da vitória da dignidade. A honra venceu a infâmia e a qualidade da democracia ganhou com essa vitória da dignidade.
Serei um referencial de confiança, de estabilidade e de solidariedade, sem abdicar nenhum dos poderes que a Constituição me conferir. Com grande determinação, tudo farei para que os jovens do meu País reencontrem motivos para acreditar em Portugal. Confio na energia criadora dos nossos jovens. Procurarei mobilizá-los para que façam ouvir a sua voz. A eles, ao futuro da nossa Pátria, dedico esta vitória. Lutem pelo vosso futuro. Terão em mim, um aliado.”
Eu pessoalmente, lutarei pelo meu futuro e pelo futuro de um País, de uma gente, de uma bandeira, que se chama, Portugal.
Até já e até sempre Sr. Presidente.