Opinião Jaime Gonçalves: Um dia pela Vida – Maia

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Nunca a Maia foi palco de semelhante acontecimento onde a solidariedade se expôs visível e palpável ao longo da Avenida D.Manuel II.
A abrir, a garbosa fanfarra dos Bombeiros de Pedrouços seguida do cortejo exibindo à frente a lona ofertada pela Câmara com ícones alusivos à nossa cidade expressos em efígie e palavras de ordem relacionadas com a busca da cura do cancro, fechando com os Bombos de Santo Estêvão/Amarante.
Gente e passadeira bordejando os dois lados da via ascendente em direcção à Praça do Município – Doutor José Vieira de Carvalho – preenchiam todo o espaço disponível por algumas centenas de metros.
Dela saíam preces, gritos de esperança e dor, saudade, desejos, votos, pensamentos… manifestados por alunos, funcionários, encarregados de educação, população anónima que, deste modo, se agarrou à onda sentimental que cobriu o concelho durante este tempo que durou UM DIA PELA VIDA. E foram milhares e milhares de pequenos quadrados de pano (1 euro) a seu tempo chegados às escolas que, uma vez recolhidos e cosidos por hábeis mãos deram como resultado essa grande peça. Conseguiu-se assim criar uma dinâmica colectiva com resultados afectivos e pecuniários. Ultrapassara-se a bonita soma de dez mil euros!

As equipas que tão árdua, dedicada e prestimosa actuação tiveram em prol da causa inventando estratégias imaginativas para atingirem os objectivos – difusão da Mensagem à volta da problemática do Cancro, profilaxia e angariação de fundos para a investigação da responsabilidade da LIGA PORTUGUESA CONTRA O CANCRO, ultrapassaram a fasquia dos cinquenta mil!

Donativos, vendas de “merchandising” também contribuíram para o total de fundos angariados.
Em jeito de balanço provisório (ainda há que retirar algumas despesas), encerrado que foi o projecto UM DIA PELA VIDA.MAIA no passado dia 17 de Abril, cumpre-me tornar públicos estes números referenciais passíveis de acertos.
Não serão muito elevados mas representam o fruto de muito trabalho colectivo.
Congratulo-me com a maneira solidária e altruísta como os Maiatos assumiram e viveram o espírito de UM DIA PELA VIDA e o apresentaram perante os mais incrédulos tanto na via pública como no interior abrigado da tenda.

O desfile pelo palco, gentilmente cedido pela Câmara, de tantos artistas, cantores a solo ou em grupo, bailarinos, bandas, folclore, fado… veio encher o ambiente de mais alegria cor e vida tanto à tarde como à noite desse dia festivo.
Foi tocante a caminhada ininterrupta à volta da mesa para o efeito colocada a meio do amplo salão bem como emocionante, até ao brilho nos olhos de alguma lágrima furtiva, a cerimónia das luminárias que depois de acesas ilustravam bem o recordar dos “vencidos” e a chama da esperança num futuro promissor da Cura.
Valeu a pena!
O meu sincero e profundo agradecimento a todos.