Opinião Jaime Gonçalves: Carta aberta às gentes da minha Maia

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Já vai longe o dia em que, pela primeira vez, visitei terras maiatas no processo de busca de um bom lugar para me radicar nas proximidades do Porto. Acabado o curso superior na Faculdade de Letras de Lisboa (Entre Campos/Cidade Uiversitária), ramo de História, e depois de ter trabalhado onze anos no Seixal.

Casado e com dois filhos um na idade de entrar no "Ciclo" (como soia dizer-se), outro na primeira classe do Primário, queria assegurar-lhes uma certa estabilidade escolar até à universidade, se isso fosse seu desejo e capacidade.

Foi a Vila da Maia (Barreiros) quem melhores condições de vida me ofereceu. Uma Urbanização moderna denominada "…da escola Técnica"… ao lado da Cidade Jardim, com amplo espaço livre, com escolas, com uma rede de transportes que ia do avião (Pedras Rubras) ao eléctrico (Ponte da Pedra), do autocarro às camionetas de passageiros Porto/Braga… comboio… Aqui instalei a minha casa e lancei raízes nesta Terra que passei a adoptar como minha, também.

E, na Escola Secundária, dediquei-me de alma e coração aos meus alunos procurando, em cada um deles, deixar marcas dos meus humildes saberes e "estares" perante a vida, os outros e o mundo.

E já lá vão trinta anos! E aqueles que eu tinha à minha frente como adolescentes, são hoje os pais de família que arcam com o peso da condução dos destinos autárquicos, judiciais, comerciais, empresariais…

Retirei-me das lides pedagógicas há dez anos. Entreguei-me à leitura dos livros que ainda não tinha tido tempo de ler, por em escrita retalhos das minhas vivências enquanto pai, professor, avô…

Vivia neste remanso de "Aposentado" quando as circunstâncias me puseram em mãos um projecto de VIDA! Sim! UM DIA PELA VIDA mas que não fosse só meu. Fosse alargado à comunidade maiata a que, por direito, pertenço – ao meu concelho adoptivo (sou AGUIARENSE – VILA POUCA DE AGUIAR – por nascimento).

Chegara a hora de dar alguma coisa de mim à Maia que tão bem me acolheu.

Aqui estou, pois, a responsabilizar-me por uma causa – a luta contra o cancro – e a mover esforços para que possamos (TODOS) juntar-nos, em festa, no dia 17 de Abril próximo numa caminhada pela VIDA aqui na sede do Concelho e, com a nossa solidariedade, angariar fundos para a pesquisa e erradicação desta sociedade em que estamos inseridos, do inimigo traiçoeiro que sem escolher condição social ou política, militar ou civil, agnóstica ou ateia, de riqueza ou pobreza… a todos condena inexoravelmente à pena capital. Porém, sempre teremos um argumento forte a nosso favor para a comutação da pena e ele é… O DIAGNÓSTICO PRECOCE!

Não se acobarde! Se os médicos lhe disserem que "ele" pode estar por detrás de uma verruga que mudou de aspecto, um comportamento estranho nos seus hábitos diários e comezinhos… Ataque-o sem medo pois que "ele", que tem tanto de traiçoeiro como cobarde, se deparar com alguém que lhe faz frente… é "ele" quem sai vencido da situação!

Lutemos pela vida! Em equipas… "tu sozinho não és nada/juntos teremos o mundo na mão!"… diz o poeta.

Unamos, então, nossos esforços para podermos vencer o CANCRO!

Juntemo-nos nesse dia (17 de ABRIL de 2010) para, em uníssono, entoarmos o Hino à VIDA, recordarmos e homenagearmos os "Vencidos" e aclamarmos os VENCEDORES!

Informem-se junto da COMISSÃO LOCAL com sede a funcionar na Junta de Freguesia de Vermoim no horário de expediente e alguém estará capaz de lhes dar mais informações.