Os políticos funcionários

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1.- Não vou escrever sobre aqueles que nos partidos políticos são funcionários; esses, para o bem ou para o mal, encontram-se acorrentados a um projeto e quando não o assumem – mesmo que seja contrário ao inicial -, têm o posto de trabalho decepado, e vão procurar outros empregos. Conheci muitos que ficaram sem o pão para a boca, por que não concordavam com o seu partido político e nesse caso teriam, não mudar de partido, mas de emprego. Mas estou a falar de um outro tipo os “políticos funcionários”, aqueles que descrevem uma circunferência, sempre que necessário, por se terem tornado moinhos de vento, ou seja, são como os girassóis, não rodam com o sol, mas com o cheiro do dinheiro e do poder. Normalmente medíocres nos seus trabalhos, voltam-se para eleitos, pelo voto do povo, e dão-lhe a volta ficando com o emprego para toda a vida, por que mais não sabem fazer. Funcionalismo asqueroso de quem não pode pensar, melhor pensa o que pensa a maioria partidária ou o cacique local.

2.- Os “funcionários políticos” são isso mesmo, pessoas que não sabem mais que fazer, pretendem que o bem-comum seja seu apanágio idiota, como se nós, o povo, não soubéssemos de “como elas se fazem”. Eles concorrem a todas as eleições, sejam autárquicas, deputados da nação ou europeus, disso fazem a sua vida. Perpetuam-se nos seus cadeirões e de lá não saem, a menos que a lei preveja. Se for o caso, das duas, uma, fazem-se eleger nos seus próprios partidos ou já arranjaram poderes económicos e lugares apetecíveis. Mesmo que nada saibam fazer, não vão para o desemprego, gatinham – com todo o respeito para os gatos -, mexem a mixórdia e até encandeiam uns tantos com honrarias, moeda de duas coroas que para tudo serve. Pintados por fora e enferrujados por dentro.

3.- Os “funcionários políticos” são execráveis, por que enganam. Quem é do povo, defende o povo, não busca lugares. Podem também ser corruptos, e estão logo a sê-lo, quando das eleições primeiras, dizendo que querem servir a “coisa pública”. Ora a “coisa pública” defende-se com serviço, não com inaptidões e suficientes malabarismos para melhor engendrar as suas vidas. O “serviço” é o “não-poder”, e vejam para os nossos “funcionários políticos” se servem alguém, além dos gendarmes que usam e abusam, com os seus risos a saber a matéria hipócrita, e não enganam ninguém. Mas há os sérios, pois há, mas esses são protelados mais ano, menos ano. Mas mesmo assim, existem muitos que são sérios, pois existem, ou não existisse a exceção que confirma a regra.

Joaquim Armindo
Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental

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