Os taxis e a UBER

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1- Tenho defendido sempre e continuo a defender aqueles que menos podem, cuja participação política e económica é débil. Contra isto defendo uma ecologia económica, ambiental, social e cultural. Entendo também que estamos numa sociedade de competição, muitas vezes ignóbil e com poderes multinacionais envolvidos e tornando dependentes, todos nós. Os meus leitores devem pressentir o meu posicionamento na vida, sempre ao lado dos mais pequenos e não dos poderosos.

Os poderes que nos regem desconhecem aquela ecologia, a relação entre todos os seres, seja de molde económica, ambiental, social ou cultural e colocam-nos sob o signo da mediocridade, o que lhes serve. Sobre a mediocridade a cultural é a pior ecologia, não assumimos a cultura, por que esta é fulminante, um povo culto é um povo participativo, ecológico; isso é preocupante para quem detém os poderes.

Um povo culto é um povo forte socialmente, ambientalmente e economicamente. Então todas as relações ecológicas são brindadas por uma sã solidariedade e subsidiariedade. Os poderes chamam-se serviços e não a carga do poder.

2 – Tudo isto a propósito dos “taxistas” e das empresas como a UBER. Servi-me de muitos táxis e no estrangeiro da UBER. É legítimo sob todos os pontos de vista a legalização da plataforma UBER ou de outras plataformas. Com a UBER o serviço sempre foi muito bom, atentos, rápidos e culturalmente impolutos.

Com os táxis nem sempre, houve mesmo recusas de ir para sítios por que não rendiam, o que com a UBER nunca aconteceu. Vamos num táxi e ouvimos o taxista proferir as mais supérfluas palavras, sabem sempre tudo e opinam desordeiramente. Ouvimos os rádios com frequências medíocres, sem nunca atenderem ao passageiro que ao lado é o cliente.

Não há táxis assim, é verdade, taxistas com méritos, com quem dá vontade de falar. Diga-se que existem taxistas exemplares, de uma humildade e de um serviço com que contamos, exímios na sua profissão e exercendo-a com mérito.

No entanto, recordemos que a ANTRAL é um poderio económico – só para não esquecermos.

3- O governo português apresenta uma legislação desfavorável à UBER, e faz bem por que é necessário tempo para que os táxis se preparem para este mundo maravilhoso das novas e inteligentes tecnologias. Que se preparem culturalmente para serem ecológicos, para sentirmos que o poder deles é servir. Se a UBER é um potentado económico, também o é a ANTRAL.

Necessário se torna reconverter todos os taxistas e os próprios táxis, por que então escolheremos não quem nos impinge estórias – quantas vezes de teor fascista, xenófobo e machista -, mas quem nos trata como clientes.

Não é, neste caso, com manifestações – a que têm todo o direito -, de parar Lisboa, que conquistam o nosso povo, mas quem faz sensatas alterações e correções à forma como têm tratado os clientes. O fantasma não é UBER, mas uma desfocação do que é o cliente e a ecologia determinante.

A legislação prevista está certa, os taxistas – alguns,- é que não!

Joaquim Armindo
Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental

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