Retrocesso civilizacional

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A Área Metropolitana do Porto (AMP) e o Norte caminham para a perda de competitividade, de influência e de atratividade. A continuidade das más políticas e posturas erradas do Governo da Nação, levará a uma espiral recessiva irrecuperável, com prejuízo para todo o País.

De um período de ténue recuperação, após a forte intervenção de ajustamento a que nos obrigou a troika, passamos a um período de instabilidade e descrença dos agentes económicos no futuro do País levando a que tudo esteja praticamente parado.
Nesta medida urge dar sinais que induzam CONFIANÇA nos agentes económicos da Região Norte.

Se o Norte é a Região mais exportadora do País e a que mais riqueza produtiva gera, então o Terreiro do Paço tem que olhar para esta Região com outros olhos para que, como diz o Povo: “não andemos a trabalhar para aquecer”.

Num País evoluído como o nosso, não é admissível estar-se 4 meses com uma autoestrada cortada. O Governo tem que atuar junto da concessionária para que esta seja responsabilizada e os utilizadores recebam o que pagaram por um serviço que a concessionária não prestou. O que se está a passar na A41 é um saque à capacidade geradora de valor da região pois passámos a ter menos estrada, mas o mesmo valor de portagem.
Relativamente à mobilidade é imperioso que o atual Governo não faça “tábua rasa” de medidas que estavam preparadas e em avançado estado de implementação pelo anterior Governo.

Refiro-me à construção da via alternativa à EN14, cujo concurso público já tinha sido lançado pela empresa pública Infraestruturas de Portugal, como também ao prolongamento da linha de metro até à Trofa, mais concretamente até à freguesia de Muro, numa primeira fase.
Estas duas obras serão uma mais-valia na mobilidade da Região.
Além disso, sendo uma Região fortemente industrial, é necessário repensar o modo de financiamento das autoestradas ex-SCUT. A região não pode continuar sobrecarregada de pórticos que mais não fazem que desincentivar a utilização destas vias e, consequentemente, sobrecarregar as estradas nacionais e municipais de tráfego pesado. Urge atuar a este nível.
Mas o Norte parece que nunca mais aprende. Lisboa e o Terreiro do Paço utilizam, há longos anos, a velha estratégia “dividir para reinar”.
Incentiva a gestão de quintais e o excesso de voluntarismo de certos cavaleiros-andantes: representantes “sem mandato” que pouco ou nada fazem para se articularem com os seus pares.

Responsabilidade, coerência e defesa da população é tudo a quanto posso apelar aos responsáveis da Região e da Nação. Não permitamos que sempre que muda um Governo se altere tudo, mesmo aquilo que é bom para a população. Não permitamos que a nossa geração fique conhecida pela conivência com um retrocesso civilizacional!

Emília Santos
Deputada do PSD na Assembleia da República

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