Semana: Agir, mas como?

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1.- Joana Amaral Dias foi a mandatária para a Juventude de Mário Soares, deputada pelo Bloco de Esquerda, discursou num congresso do Partido Socialista, formou um movimento chamado “Junto Podemos” de onde saiu logo a seguir, formando o AGIR, e, agora, forma uma coligação com o Partido Trabalhista Português (PTP) e o Movimento Alternativa Socialista (MAS), para concorrer às legislativas de 2015. Pelo caminho deixa o Partido Democrático do Atlântico (PDA), que deixou de fazer parte da coligação, que, embora, não entre enquanto partido – questões burocráticas, informa-se-, apoia a mesma coligação, como garantiu Rui Matos, presidente do PDA ao declarar: “Foram questões meramente burocráticas, não conseguimos reunir toda a documentação necessária a tempo de cumprir com os prazos curtos [para a formalização da coligação]. Foi falha da minha parte, foi uma falha do PDA, é um partido pequeno, temos uma logística diferente dos grandes partidos, não temos secretária”. De acordo com Joana Dias este “MTP/AGIR”, terá movimentos sociais a apoiá-lo, quer de desempregados, quer de outros extratos sociais.

2.- Sabe-se é que o conhecido José Manuel Coelho, da assembleia regional da Madeira, será cabeça de lista nesta ilha e o PDA cujas razões de existência seria a independência dos Açores, nomeará o candidato. Não deixa de ser curiosa esta aliança pré-eleitoral entre Joana e José Coelho, entre uma esquerda e um não sei quê. Que tem o MAS a ver com o PTP, por exemplo, a não ser a soma de votos para uma possível eleição de deputados. Que tem um partido sonhador com uma independência com o “Agir” ou com os movimentos sociais propalados, em comum?

Agir

3.- Como fiz com outros concorrentes às eleições legislativas próximas procurei, mas não encontrei, alguma ponta que me fizesse compreender a candidatura. Algum princípio, alguns valores que unissem o PTP aos movimentos sociais, alguma coisa que descortinasse esta união e determinasse quais eram os interesses nestas forças políticas tão desconexas entre si. Todo o esforço foi debalde, não de balde, em vão. Fiquei mesmo desgostoso, porque ver Joana Amaral Dias amarrada nesta união, depois de ter escutado intervenções suas anteriores, deu-me a sensação que a ação política não possui seriedade e que quantos correm atrás de uma coroa prazenteiramente oferecida por uma votação popular. Como enganados andamos, dá para desconfiar. Por isso espera-se que esta estranha aliança diga o que é e ao que vem. Agir, sim, mas como e com quem?

Joaquim Armindo

Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental
Mestre em Gestão da Qualidade
Diácono da Diocese do Porto

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