Semana: As mudanças do clima

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1.- As alterações climáticas têm sido debatidas por todos os governantes do nosso planeta. Existe um medo tremendo com as alterações climáticas, de que nós somos os únicos responsáveis. Não respondemos às alterações do clima, antes estas nos respondem às agressões que o nosso coletivo fez, e faz, à Natureza. São essas agressões e o que o sistema cósmico possui de desenvolvimento, os únicos fautores daquilo que vimos a sofrer. Não somos totalmente responsáveis, mas em grande parte o somos, pela delapidação e assassínio que fazemos, com perfeita consciência, à Criação de tal forma que ela responde em autêntica autodefesa. Se queremos que o clima seja saudável, a primeira ação a empreender é um pacto de não-agressão e a segunda um arrependimento sincero e uma conversão de tal forma que a Natureza não se sinta ofendida; então empreendamos as necessárias medidas terapêuticas, no sentido da Natureza ser recompensada. Os degelos que se estão a fazer sentir no polo norte, é um crime de lesa-humanidade, cometido por nós, seja por ação ou omissão, porque quem se cala é conivente.

2.- A UNFCCC (United Nations Framewark Convention on Climate Change), um fórum internacional que trata destas matérias, incluindo a Cimeira de Paris, refere que “Uma característica notável do resultado Paris é que todas as partes possam identificar com ela, e chamá-lo seu próprio. Este sentimento de propriedade coletiva foi possível graças ao enorme trabalho realizado no âmbito da plataforma de Durban durante vários anos, as reuniões informais realizadas durante todo 2015 e o compromisso bilateral intensivo de todas as Partes. Paris tem mostrado que o processo UNFCCC poderia entregar, desde que ele foi alimentado por transparência, confiança e uma forte vontade política. A este respeito, não foi apenas uma vitória para o nosso clima, mas também para multilateralismo como um todo.” Esta cimeira foi um escasso passo na defesa do clima.

chuva

3.- Mas a ONU, no seu Objetivo 13, do “Desenvolvimento Sustentável”, torna imperativa a necessidade de “Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos”, e se as mudanças políticas já vêm atrasadas, as estratégias necessárias passam pela educação e a consciencialização, e para estas que melhores agentes que as câmaras municipais, para que sejam uma prática corrente? O compromisso para que 85 mil milhões de euros por ano, a partir de 2020, não o conseguirá executar, será ótimo, mas operacionalizar tal compromisso só através da determinada missão dos cidadãos, conscientes do que é a Natureza.

Joaquim Armindo

Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental
Mestre em Gestão da Qualidade

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