Semana: As presidenciais

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1.- Contam agora, as presidenciais. Qualquer português ou portuguesa, que reúna as condições necessárias, pode ser candidato à presidência da república. E qualquer português ou portuguesa pode opinar sobre qual deles será o melhor. Estamos perante dez candidatos, se não me falha a memória, que reunidas mais de sete mil e quinhentas assinaturas, podem concorrer. Seja a partir de partidos, grupos ou poderes. Os portugueses e as portuguesas não podem ficar indiferentes; a indiferença, ou a não tomada de posição, é uma singular forma de se retirarem das responsabilidades e se demitirem de Portugal. É requerido mais que o voto, a opinião é fundamental para o exercício da cidadania, e esta não se resume ao voto, mas à participação ativa, dos valores, das referências, das qualidades de cada um dos candidatos. Negar a participação é confundir um ato de voto. Fazer jus da participação, mesmo que seja indignada, ou até porque indignada, é a verdade democrática do ser bem comum do país. Por tudo isto, candidatar-se a presidente da república ou fazer valer a sua opinião, e formar a sua opinião, é garantia de democracia representativa. Não há mal nenhum em concorrer com o apoio ou a decisão de um partido político, ou de o não possuir.

2.- Passamos, portanto, aos candidatos, todos eles elegíveis, se o Tribunal Constitucional assim o decidir. Francamente não os conheço a todos, alguns nunca ouvi falar deles, mas isso não lhes tira a legalidade do ato. Um deles [dos candidatos], conheço, porque durante anos e anos, comentou os factos políticos portugueses, e não só, talvez para solidificar uma pretensão íntima, a de se candidatar ao mais alto cargo da nação. Poderei estar enganado, mas um presidente-comentador, como, aliás, está a ser, não serve para apoiar e votar. Teríamos comentários diários em vez de semanais! Uma candidata, com todo o respeito, que já vi o que fez, ou deixou de fazer, em funções governativas e não gostei, por isso não apoiarei, até porque não parece ter “estaleca” – como se costuma dizer -, para o cargo. Dois outros candidatos partidários, um senhor e uma senhora, também com todo o respeito, não denotaram até agora a imparcialidade necessária para o cargo, um mais partidarista que o partido, uma outra, simpática, a saber que tem como missão divulgar aquilo em que acredita e tão só. Dos outros candidatos, exceto um bom industrial, não têm a minha simpatia. Do industrial, não apoiarei, pois está a parecer muito cinzento.

Palácio de Belém

3.- Resta-me um professor universitário, Sampaio da Nóvoa, afável, cordato, com, sobretudo, valores e causas, que considero imprescindíveis para presidente da república. Talvez seja humilde de mais, tenha o coração muito perto da boca, mas garante a Paz e a Justiça, para Portugal. As causas porque se tem batido, são as que encontro no caminho, por isso estamos juntos há muitos anos, embora não o conheça pessoalmente. Porque essas causas, são iguais às minhas e se encontram na Vida, encontramo-nos hoje, para estas eleições presidenciais.

Joaquim Armindo

Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental
Mestre em Gestão da Qualidade
Diácono da Diocese do Porto

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