Semana: Consumo Sustentável

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1.- Os recursos naturais findam um dia. Qualquer recurso natural contém um ciclo de vida e não pode ser descontroladamente assaltado no nosso planeta, nem no cosmos. Nem os países ditos desenvolvidos podem dispor dos recursos de outros países, para poder viver à sua custa. Por isso mesmo é que a “harmonia com a natureza” deve ser defendida a todo o custo. Os “desenvolvidos” normalmente importam as matérias-primas e depois exportam os seus lixos, e se forem os tóxicos melhor. O melhor exemplo é o crude, que extraído de muitos países, cujos povos são esmagados e, depois, alguns retiram a seu “bel-prazer”, com ignomínia, o básico pão de alimento, sem qualquer interesse em saber como as pessoas vivem e trabalham para isso, sufocam as suas necessidades básicas. Estupram os povos, que ainda lhes ficam a dever; assassinam vergonhosamente a Justiça e a Paz, comandam dos seus postos, a delapidação da Criação, que não é deles, mas de todos nós. A própria geração de resíduos tem de ser reduzida substancialmente e o uso da prevenção, redução, reciclagem e reutilização, é uma exigência da humanidade. Resíduos que também existem no cosmos.

2.- É de todas estas questões que fala o Objetivo 12, das Nações Unidas, “Assegurar padrões de produção e consumo sustentáveis”. Embora sendo “passos em frente”, são, contudo, balizados pelos países que mais podem, cujo poder cada vez é mais infinito e que detêm o comando da própria ONU. No entanto, algumas das ações a empreender são boas novas que apraz registar. Como é a redução para metade do desperdício de alimentos, “incluindo as perdas pós-colheitas”. Como é o acautelar da manipulação dos produtos químicos e de todos os resíduos ou a limitação destes para “o ar, água e solo” ou mesmo a exigir que os grandes grupos internacionais devem “integrar informações de sustentabilidade no seu ciclo de relatórios”. Uma chamada de atenção especial para as “compras públicas sustentáveis”, de forma a incorporar em todas as “compras públicas” o conceito da sustentabilidade, o que aplica, também, necessariamente, às câmaras municipais e juntas de freguesia.

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3.- O mais importante deste objetivo é que os cidadãos tenham informação detalhada, do que são a “produção e o consumo sustentáveis”; não como uma ilusão, mas baseados sempre no “agir local”. Cada cidadã e cada cidadão devem impor compromissos ao chamado “poder local”, para que ele possa se tornar num “servir local”, comprometendo-se a esta produção sustentável e consumo sustentável. Uma ecologia económica, uma ecologia ambiental, uma ecologia social, uma ecologia cultural, é que formam o desenvolvimento sustentável e também aqui na “produção” e no “consumo”. As autarquias locais não podem passar ao lado, têm o dever de fomentar as consciências das empresas e dos cidadãos.

Joaquim Armindo

Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental
Mestre em Gestão da Qualidade

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