Semana: Educação Inclusiva

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1.- Até 2030 todos os meninos e todas as meninas, devem possuir os ensinos primários e secundários, com qualidade e ser equitativo, que na primeira infância e educação pré-escolar, tenham acesso e estejam prontos para receber o ensino primário. Mas não só, os homens e as mulheres devem ter acesso à educação técnica, profissional superior, a “preços acessíveis, incluindo universidade” e que os jovens e adultos possam estar habilitados, com competências técnicas e profissionais para o trabalho, incluindo o empreendedorismo. Eliminar as disparidades de género na educação e formação profissional para os “mais vulneráveis”, incluindo “pessoas com deficiência, povos indígenas e as crianças”; que todos os jovens e adultos estejam alfabetizados e possuam conhecimentos de matemática e que todos os alunos possam promover o desenvolvimento sustentável, por forma a obter uma vida sustentável, direitos humanos, igualdade de género, promoção de uma cultura de paz e não-violência, cidadania global e diversidade cultural, para uma cultura do Desenvolvimento Sustentável.

2.- Eis os pontos principais do “Objetivo 4 – Assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida”, dos “Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”, aprovados na Organização das Nações Unidas (ONU). São objetivos concretizáveis, bastante concretos, mas, certamente, aprovados por países sem o mínimo de consciência sobre cada palavra inserta neste documento. A Educação, a Formação Profissional, a Cultura são a água viva substantiva, que confere a credibilidade a qualquer projeto de desenvolvimento humano, elas são pedras basilares de qualquer desenvolvimento sustentável, nos quatro pilares que vimos defendendo: a ecologia económica, a ecologia ambiental, a ecologia social e a ecologia cultural.

ambiente

3.- A ecologia, palavra primeira dos pilares da sustentabilidade, refere, de acordo com a “Carta da Terra”, aprovada por centenas de organizações, a “relação entre os seres vivos”, dizendo, portanto, que o antropocentrismo já não tem lugar, mas a Criação é o centro da Vida, onde pontifica o Homem como ser “guardador” e não “lapidador”. Esta a grande mensagem a deixar neste objetivo, que confere a educação e a formação com as suas três potências bem designadas: os carateres ser-ser, saber-ser e saber-fazer, como fulcrais. Em todo o domínio educativo e formativo estes aspetos são determinantes, cognitivo, psicomotor e afetivo, este último enquanto contributo imprescindível, porque os outros não se podem desenvolver em harmonia, sem este.

Joaquim Armindo

Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental
Mestre em Gestão da Qualidade
Diácono da Diocese do Porto

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