Semana: Energia, para todos

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1.- Quando se diz que a energia é um bem universal para cada um de nós, em todas as partes deste planeta, que deve ser “confiável, sustentável, moderna e a preço acessível”, estamos a falar de energia indispensável para a vida e não do saque que fazemos às reservas naturais dos fósseis. A energia hoje é fundamental ao nosso quotidiano, dela dependemos, dela também vivemos. Por isso devemos todo o respeito à energia, e também a todos os que não sabem o que é energia, e por isso têm o trabalho duro executado através de esforços físicos brutais e quando o sol se põe não sabem o beneficio da energia. Não pode ser indiferente a todos nós que existam seres humanos e não-humanos, vivos, que não possuem este bem que a Terra dá a todos. Não pode, porém, ser indiferentes as fontes de energia que usamos, de onde provém e para quem vão; se é um número reduzido de seres vivos, ou de são para “todos”. A sustentabilidade está aqui, é bom obter energia ecológica, é bom que essa energia seja um bem universal; que todos a possam utilizar, mas não usurpar a Natureza.

2.- A energia tem decisivamente de apostar nas energias renováveis, além dos trabalhos de investigação para novas formas de energia. Aquilo a que chamamos de “lixo”, os resíduos de qualquer origem, pode transformar-se em energia. E não só são as ondas do mar ou até os moinhos de vento a gerar energia, o nosso próprio andar ou correr produz energia que poderá ser aproveitada, porque “nada se perde, tudo se transforma”. Se alimentássemos o nosso próprio computador pessoal, com as nossas “passadas”? Porque não alimentar o nosso relógio a pilhas, com a movimentação dos nossos braços? Até agora, estas fontes de alimentação de energia têm sido desprezadas, mas há, que com decisão, admitir que somos uns perdulários. Continuar a fazê-lo significará ignorância e indiferença, uma não-cidadania.

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3.- Até 2030 a ONU propõe o seu Objetivo 7, que é o de aumentar a participação dos países em energias renováveis, dobrar a eficiência energética, pesquisar as tecnologias limpas, com efeito nos combustíveis fosseis e fornecer, principalmente aos países em desenvolvimento e menos desenvolvidos, formas de obter a sustentabilidade na energia. Ao nível local muito se poderá fazer, com criatividade, para alcançar a sustentabilidade de uma cidade ou de uma freguesia. Um desafio a todos os autarcas.

Joaquim Armindo

Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental
Mestre em Gestão da Qualidade
Diácono da Diocese do Porto

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