Semana: Francisco Assombra

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1.- “No es necesário creer en Dios para ser una buena pesona. En cierta forma la idea tradicional de Dios no está actualizada. Una puede ser espiritual pero no religioso. No es necesario ir a la iglesia y dar dinero. Para muchus, la naturaleza puede ser una iglesia. Algunas de las mejores personas en la historia no creían en Dios, mientras que muchos de los peores actos se hicieron en su nombre”, esta frase teria sido proferida pelo Papa Francisco, embora num contexto que não sabemos qual. A análise da frase, em si, merece todo o pensamento na atual realidade da vida, não parece ser contrária a Deus. Merece, contudo, uma reflexão por parte de todos os cristãos. Afinal com mais contribui para a “não-crença” em Deus, são os próprios cristãos e outras religiões monoteístas, porque profanam no seu quotidiano o próprio Deus. Quem poderá acreditar num deus proclamado por uma maioria de cristãos, um deus injusto, um deus vingativo, um deus sem compaixão, um deus que negoceia o bem-estar das pessoas?

2.- Neste deus, com letra minúscula, ninguém pode acreditar, a não ser pelo medo do além. Só que o além é este situado tempo. Deus sabe, agora com letra maiúscula, que uma boa pessoa só pode acreditar no Amor, e Ele é o próprio Amor. Pode não ter fé nos seus seguidores, que produzem atos injustos e de incitamento à violência, mas acredita na Paz e na Justiça. Temos entendido a religião sempre como o cumprimento de “determinadas leis”, mas não como uma (re) ligação, um tornar a ligar com o transcendente. Ora, a espiritualidade é este tornar a ligar, com Ele o nosso coração. Assim, é possível afirmarmos que existe uma diferença entre religião e espiritualidade, porque esta deve funcionar como um tornar a ligar, tornar ao primitivo Amor, que é Deus.

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3.- A Igreja é onde as pessoas se encontram na partilha e no amor; os templos só conseguem ser um veículo, digamos, mas particularizado, mais sagrado. O nosso corpo é templo do Espírito Santo, logo também é Igreja. E, a Humanidade? A Natureza? Onde vivemos e fazemos o bem ou o mal, também é a grande Igreja criada por Deus. E, também, é verdade que muitas das pessoas que faziam ou fazem o bem, podem não crer num deus que nós apresentamos, porque ainda não fomos evangelizados. Não é necessário ir à Igreja e dar dinheiro, claro que não! Com toda a razão, foi mesmo Jesus, nascido em Belém de Judá, que o disse: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Mas a Igreja enquanto organização necessita de dinheiro, quem pode que o dê, para até ser distribuído por quem necessita, mas não é condição dos “Amores Dinheiristas”, antes do Amor Gratuito.

Joaquim Armindo

Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental
Mestre em Gestão da Qualidade
Diácono da Diocese do Porto

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