Semana: Ganhar dinheiro

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1.- As empresas investem normalmente para ganhar dinheiro, o que é justo diremos. Porém, é justiça que esse lucro seja o somatório de bem-estar para todos os atores que produzem. E a todos os níveis da vida. Nunca uma empresa terá lucros se não defender o ambiente, a coesão social e a cultura. A cultura, como vivência de espiritualidade tranquila, observando as coisas à nossa volta, estudando, lendo e vendo, como qualquer pintura ou o estrelado do céu, é não o adjetivo, mas o substantivo. A Criação é centro do nosso caminho, estradas da vida, por onde nos fazemos homens e mulheres com dignidade; quem se esconde e coloca todas as notas de euros à sua frente, é um “coitado”, que dorme ao relento numa cama bem estofada e ao frio das “boas comidas e bebidas”, que não o deixam aquecer. Os nossos empresários e os trabalhadores terão, em si, uma economia de comunhão, o adjetivo é muito necessário ou não serão seres viventes, espargendo a alegria dos corações. Ganhar dinheiro, com o nosso suor sim, mas que sirva a vida e não que esta sirva aquele.

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2.- Conhecemos o “patinho feio”? Talvez não, mas o, também, “pato-mandarim”, proveniente da Ásia Oriental, e introduzido na Europa e EUA, é um símbolo da fidelidade, no Japão e na China, possuindo uma “plumagem espantosa e bizarra que o torna um dos mais belos do mundo” (Christopher Lever). Cabeça verde e cobre, púrpura a cor do peito, rufo como a ferrugem e asas laranja, usa o macho esta artimanha para atrair a fêmea. Andam sempre em busca do amor o pato-mandarim atravessa uma fase “feia” na perspetiva de encontrar a sua fêmea, daí o nome de patinho feio, que acaba por perder, dado que se torna encantador. O equilíbrio da Natureza exige o conhecimento e proteção de todos os seres viventes, com as suas características próprias e são fundamentais para as nossas vidas.

3.- Na Catedral de Nápoles, Diocese de que Francisco é bispo, espanta-nos mais uma vez, em 21 de março, ao denominar “terrorismo da bisbilhotice” o existente em grande parte na sociedade e na Igreja, afirmou que “A bisbilhotice destrói. As diferenças existem, sim, e isso é cristão, mas devem ser resolvidas face a face”. E vai mais longe: “Perdemos o sentido da adoração a Deus. Não é possível amar Jesus sem amar sua esposa. O amor à Igreja leva cada um a conhecer-se a si mesmo. Este é o sentido da missão”.

Joaquim Armindo

Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental
Mestre em Gestão da Qualidade
Diácono da Diocese do Porto

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