Semana: Juntos Pelo Povo

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1.- Mais um partido político concorre às próximas eleições legislativas. “Juntos Pelo Povo” (JPP), com alguma representação na ilha da Madeira, mas concorrerá, desta vez, a catorze distritos. Procurei, debalde, as linhas orientadoras do seu programa eleitoral. Sirvo-me dos seus “princípios”, há falta daquelas linhas, para refletir sobre este partido. JPP, diz-se social-liberal, mas “é uma organização política que agrega, em círculo aberto, homens e mulheres que secundarizam a velha dicotomia “esquerda/direita”, e que acreditam que o exercício da participação política carece de uma nova metodologia, diferente e construtiva, propondo a valorização do cidadão politicamente ativo. Rege-se pelos princípios democráticos do liberalismo social tradicional e preconiza a liberdade e a igualdade como valores indissociáveis e basilares da sociedade portuguesa, cuja matriz social, basista e plural, assegura um incentivo continuado da participação dos cidadãos na resolução dos problemas nacionais”. Vamos lá compreender este partido, quando rejeitando a dicotomia que refere como “velha”, da esquerda/direita, defende o liberalismo.

2.- O cariz de JPP é liberal, com uma curiosidade, porque defende, ao que parece, o “cidadão ativo”, como se tal não fosse incompatível. Estamos para saber qual a “nova metodologia, diferente e construtiva”, que vem dos lados do liberalismo e como consolidar a democracia participativa no domínio dos “valores indissociáveis da sociedade portuguesa”. Estaremos perante mais um pequeno partido que aparece unicamente para tentar o exercício do poder? Porque, os seus filiados, não conseguiram ter representação nos outros partidos? Todos têm o direito fundamental de constituir partidos, mas a democracia não se esgota nos partidos.

Juntos Pelo Povo

3.- Os seus princípios são básicos e não apresentam qualquer alternativa. Vejamos: “i) a defesa da liberdade como preocupação fundamental no conjunto de direitos que assistem aos cidadãos; ii) o princípio da liberdade individual e da propriedade privada; iii) o princípio da vida e dignidade da pessoa humana; iv) o princípio do respeito pelos costumes sociais; v) o princípio da democracia; vi) o princípio da desconcentração e descentralização do poder; vii) a defesa de uma sociedade liberal assente num espaço público neutro (livre das hegemonias religiosas ou doutrinárias) e viii) o princípio da solidariedade e da universalidade.”. Estamos, assim, perante o liberalismo puro, encabeçado por uma tendência de direita, sem programa, nem conteúdo.

Joaquim Armindo

Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental
Mestre em Gestão da Qualidade

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