Semana: Maravilhoso Universo

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1.- A sonda New Horizons descobriu no pequeno planeta Plutão um corpo celeste, com céu azul. Como as partículas que compõem as camadas de neblina daquele planeta-anão, são cinzentas e vermelhas, disseminam a cor azul. Existem, também, muitas zonas com água gelada. Este Universo é de facto maravilhoso, o Criador dotou os homens e as mulheres das capacidades necessárias para irem revelando aquilo que Deus criou. Não nos tirou a inteligência para essa descoberta, e nós continuamos à procura do desconhecido, mas nos coloca como con-criadores deste Universo, que não sabemos onde começa e acaba, porque temos noções dos tempos e dos espaços; nós quisemos que as leis fossem assim. Sem estas grandezas da física, não teríamos essas definições dos tempos e dos espaços. Esta maravilha de nós próprios sermos “sistemas solares”, o nosso corpo, daí, advindo outros “sistemas”, com todos os seres vivos e inertes. Uma ecologia libertadora e inerente aos oceanos do conhecimento dos seres humanos.

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2.- Há 4 590 mil milhões de anos, forma-se este sistema solar, a que pertencemos, sendo este um tempo escasso para o que se descobriu já sobre o Universo, e daqui a 15 mil milhões de anos a vida neste sistema será impossível. Foram passados quase 300 milhões de anos, depois de o Sistema Solar, que se formaram a Terra, onde habitamos, e a Lua e só passados 2 300 mil milhões de anos a vida das células começou na Terra. Os planetas Mercúrio, Vénus, Terra e Marte, de ferro e níquel, são bombardeados por meteoritos e ganham “massa”; os outros planetas Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno, formam-se atraindo gases mais leves como o hélio e o hidrogénio. Quando um corpo celeste entrou em colisão com o nosso planeta Terra, formou-se a Lua. Todo este desenvolvimento, como vimos, demorou milhões de milhares de anos e hoje o nosso Sistema Solar tem um período de acalmia. Mas não irá ser sempre assim.

3.- Lembro os mitos de origem do livro do Génesis, onde se descreve em poema maravilhoso, talvez o mais belo até hoje escrito, como foi criado em “sete dias”, isto é, sete momentos, porque sete é o número da totalidade [4+3, sendo que 4 significam os pontos cardeais, norte, sul, este e oeste, e 3 significa a totalidade da vida, para os cristãos o Pai, o Filho e o Espirito Santo, a sua soma, soma, ganha a totalidade], que coloca a visão dos seres vivos e a sua constituição, para a liberdade e a igualdade perante Deus e os Homens. De facto vivemos numa Terra onde fomos colocados para a gerir, cuidar dela e não para a destruir. Saibamos interpretar todos estes sinais nas nossas vidas.

Joaquim Armindo

Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental
Mestre em Gestão da Qualidade
Diácono da Diocese do Porto

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