Semana: Objetivos da CDU

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1.- Jerónimo de Sousa, secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), apresentou os objetivos e as linhas fundamentais da coligação CDU, para as próximas eleições legislativas. Assim vai-se compondo as propostas das várias forças concorrentes. Contendo 1 090 palavras 47 101 carateres, constitui um documento, que foi debatido – segundo fonte partidária -, em dezenas de reuniões. São cinco os objetivos propostos e que não constituem qualquer novidade, porque se existe força partidária onde a coerência existe na plenitude dos anos, essa reconhece-se ser a CDU. Os objetivos definem-se como: “Afirmar um Portugal livre e soberano”, “Assegurar a construção de um País desenvolvido e solidário”, “Assumpção de um Estado ao serviço do povo”, “Assegurar um País coeso e equilibrado” e “Afirmação de um Portugal livre e democrático”, sendo elencados quatro eixos essenciais: “Uma política económica ao serviço dos trabalhadores e do povo, baseada no crescimento económico, no desenvolvimento da produção nacional e no pleno emprego.”, “Valorização do trabalho e dos trabalhadores, objecto e condição do desenvolvimento e do progresso social.”, “Assegurar o bem estar dos portugueses com mais saúde e protecção social.”, “Inscrever a educação, a cultura e a investigação na construção do futuro.” “Respeitar a Constituição da República Portuguesa, na defesa e valorização do regime democrático, na garantia dos direitos dos cidadãos e de uma justiça democrática.” “Soberania e a cooperação como elementos centrais da afirmação de um Portugal justo e desenvolvido numa Europa de países iguais em direitos e num mundo de paz.”. (o uso de português antigo é da responsabilidade da CDU).

PCP_bandeira

2.- Nas expressões usadas mantém-se sempre o que têm dito nos discursos e programas anteriores. Defende o programa que deverá existir uma renegociação de divida e ser esta “perdoada” em 50%, o que permite libertar seis mil milhões de euros para investimentos públicos, continuando com o “desenvolvimento da agricultura e das pescas, o apoio à actividade das micro, pequenas e médias empresas.” e a “gestão dos fundos comunitários e nas políticas de formação, investigação e desenvolvimento tecnológico, de crédito, energia e comércio externo.”, assim como a defesa do poder local e de uma política ambiental.

3.- A fraseologia empregue é a usada pelo PCP de há longas décadas, faltando-lhe, a menos que este seja um programa ainda não acabado, a necessária fundamentação e desenvolvimentos concretos que se colocam a Portugal. No texto é claro que não se defende uma saída da União Europeia, dado irmos gerir “fundos comunitários”. Continua como em programas de outros partidos, a não existir uma noção clara da “Sustentabilidade”, empregando-a unicamente para a Segurança Social. Esperemos por um programa mais detalhado da CDU.

Joaquim Armindo

Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental
Mestre em Gestão da Qualidade
Diácono da Diocese do Porto

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