Semana: Os resultados

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1.- Depois de uma campanha eleitoral agressiva, a coligação dos partidos, PSD e o CDS, conseguiu mais votos e deputados que o segundo partido, o PS. Por isso, deverá formar governo e programa a apresentar à Assembleia da República, assim manda o que os democratas sempre defenderam; o Senhor Presidente da República se não proceder desta forma não é democrata. O povo português pronunciou-se, claramente, pela continuação de uma política que levou à emigração dos nossos jovens, que retirou muito dinheiro aos reformados, que levou os impostas a níveis incomportáveis, que vendeu bens nacionais, que informou os portugueses desempregados que deveriam emigrar, que retirou salários e tantas outras coisas. Quer queiramos, quer não, é assim, e quanto a isso não valerá fazer agora leituras de vitórias onde não existiram. Se o fizéssemos estaríamos na mesma posição do atual primeiro-ministro, dizer que tudo foi por culpa do governo anterior e isso não se faz. Veremos se o próximo primeiro-ministro vai dizer que a culpa é do anterior…

2.- Vamos assistir agora a um possível e previsível cenário: os dois partidos – cuja fusão parece possível -, formam governo e apresentam um programa que será reprovado na Assembleia da República, como tudo leva a acreditar. Sendo assim, Portugal vai cair em instabilidade política e como são dois partidos que ganham, e não um, o que é importante salientar, poderão existir quezílias entre ambos. Não prevejo, portanto, futuro governo em Portugal, essa possibilidade será mínima. Pode levar a duas situações o Presidente da República convoca novas eleições ou o segundo partido mais votado para formar governo. No caso de segundas eleições podem os dois partidos coligados, ganhar uma maioria absoluta, por vitimização.

3.- Tudo passa, agora, também, de quem irá ser o novo Presidente da República e como irá reagir. Mas o segundo cenário, no caso de o PS ser chamado a formar governo, sendo possível este ser aprovado na AR. Talvez com algum ministro pertencente ao Bloco de Esquerda, que sobe, numa tendência previsível, e logo a sua aprovação e a abstenção dos Partidos PCP e Os Verdes. Não poderemos esquecer que o maior grupo parlamentar é o do PSD e do CDS, sendo este um partido minoritário. A não ser que pelo desaparecer do CDS, com uma viragem mais à direita do PSD, pondo a claro a sua função não social-democrata, se forme uma bancada em conjunto. Tudo em aberto, complicado com a próxima eleição presidencial, que pode ser decisiva; uma coisa é certa a direita perde, a esquerda sobe, sem que esta consiga unidades.

Joaquim Armindo

Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental
Mestre em Gestão da Qualidade

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