Semana: PDR sem programa

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1.- O Partido Democrático e Republicano (PDR), consultadas todas as fontes, não apresentou ainda ao povo português o seu programa eleitoral. Sei, pela imprensa, que andou preocupado com as suas eleições internas, e, talvez por isso, não foi ainda possível falar ao país. É pena que a sagacidade do ex-bastonário dos advogados não o tenha apresentado, para que todos nós pudéssemos aquilatar das suas palavras incisivas e sempre muito “popularuchas”, é que isso também é necessário num Portugal livre e democrático. Também sei estarmos de férias e todos os cidadãos terem o direito a descansar, muito mais que Marinho Pinto é deputado europeu, parece dos que mais falta, mas pronto é deputado europeu e pode fundar os partidos que entender necessários. Um partido que nasceu há muito pouco tempo ainda pode andar à procura dos seus valores, embora exista uma declaração de princípios pela qual, penso, o PDR vai gerir o seu programa eleitoral, veremos o que o Dr. Marinho Pinto irá apresentar, até porque alguns dos nomes dos fundadores merecem todo o respeito, aliás como todas as pessoas.

2.- Refere a “Declaração de Princípios” que “O PDR defende o aprofundamento da democracia polı́tica, económica e social.” Tudo estaria bem para a minha análise, mas o PDR esqueceu duas partes importantes que são a ambiental e a cultural. Mais um dos partidos que se esquece da “Sustentabilidade” e da sua força contagiante. Até porque, mais adiante, ao lembrar a sua defesa de uma “democracia de mercado” recorre à “responsabilidade social das empresas”, como tal fosse um desenvolvimento da sociedade onde estão inseridas. Isto contraria a própria definição de “responsabilidade social” e chama-se “filantropia”, uma pequena parte da “responsabilidade social”. Quantas vezes as empresas “dão” ambulâncias e pagam aos seus trabalhadores o salário mínimo nacional ou compram lugares cativos nos estádios de futebol e, sucessivamente, se fazem esquecer dos seus trabalhadores e trabalhadoras.

António Marinho e Pinto

3.- Adianta ainda mais a “declaração” que se vem a referir, sobre a democracia. Se defende a democracia representativa como núcleo fundamental da sua atividade, também diz: “O PDR defende a democracia participativa através da intervenção dos cidadãos e das organizações sociais no debate politico e no controlo das decisões em todos os níveis do poder político e defende o recurso ao referendo nos termos da Constituição e da lei. Defende também direito de os cidadãos se poderem candidatar em listas próprias a todos os órgãos políticos.” Esta afirmação é importante, depende agora como irá fazer disso a sua bandeira. Todos os partidos afirmam isto; recordemos que por todo o país o poder local já organiza orçamentos participativos, por isso espera-se para saber de como o PDR fará desta laudatória a consequente ação interventiva para que tal seja compreendido e realizado.

4.- Logo que o PDR tenha o seu programa eleitoral voltarei a referir-me a ele, porque uma “declaração de princípios” será sempre de “principio”!

Joaquim Armindo

Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental
Mestre em Gestão da Qualidade

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