Semana: PPM e PNR

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1.- O Partido Popular Monárquico – PPM, que concorre em alguns círculos eleitorais, destaca que: “O crescimento económico do país é pior desde a I Guerra Mundial, a taxa de desemprego é a mais alta dos últimos 80 anos, a dívida pública é a mais elevada dos últimos 160 anos, estamos a viver a 2.ª maior vaga emigratória da nossa História, a dívida externa atingiu os 400 mil milhões de euros e os cofres do Estado estão completamente vazios.” Defende como linha de princípio a restauração da monarquia, como fonte inolvidável de preenchimento da lacuna maior do país: a família real e a independência portuguesa. Apresenta vinte medidas sem referir, porém, como as colocaria em funcionamento. Um dos exemplos mais significativos seria a eliminação de muitas das 13 740 entidades públicas, como institutos, fundações, parcerias público-privadas e empresas municipais. Já quanto as privatizações entendem não ser de privatizar a TAP, a CGD, os CTT, a REN ou as Águas de Portugal, por outro lado na educação além do reforço da História de Portugal, prevêem o fim do aumento da escolaridade obrigatória, colocando esta com o limite dos dezoito anos de idade. Dando enfase à agricultura, proteção do meio ambiente e às pescas, até porque neste último setor Portugal apenas captura 40% do peixe que consome. Situa-se na direita (a velha AD).

2.- O Partido Nacional Renovador – PNR, segundo refere é a única verdadeira alternativa nacional, dado que o Estado tem hipotecado a Nação. Só uma solução de rotura que recupere o “Orgulho Nacional, a Soberania e a Identidade”, trará à Nação a verdadeira liberdade. É nesta questão da “Nação”, lembrando velhos e infelizes tempos que o PNR se propõe “salvar o país” tendo as seguintes linhas prioritárias: Economia e Produção Nacional, Trabalho e Política de Emprego, Saúde, Justiça, Educação, Cultura e Defesa da Identidade Nacional, Família, Vida e Dignidade Social, Defesa Nacional e Política Externa, Política de Imigração, Segurança, Finanças e Fiscalidade, Regime Político. Explicando melhor propõe a renacionalização da GALP, EDP, REN, PT, TAP, CP e BRISA. O que se sente ao ler o programa é um deserto de ideias, servindo as eleições como um passo para se mostrarem.

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3.- Com estas duas opiniões finalizam as observações a todos os programas partidários, às eleições legislativas de 2015, tendo procurado apresentar de forma simples o que todos os partidos e coligações possuem de mais saliente. Ficaram por analisar algumas coligações pontuais do CDS e PPM ou outros partidos que efetuaram coligações, dado não terem apresentado qualquer programa. Também não se fala no PDA – Partido Democrático do Atlântico, dado o Tribunal Constitucional o ter considerado extinto, por falta de apresentação de contas de vários anos seguidos.

Joaquim Armindo

Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental
Mestre em Gestão da Qualidade

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