Semana: PRÓ-VIDA, PURP E MRPP

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1.- O Partido pró-Vida, agora chamado de “Partido da Cidadania e Democracia Cristã”, está alinhado à direita e do “respeito pela Vida”, fez, e mal, penso, um partido cristão. Não existem partidos cristãos o que pode e deve existir é cristãos e cristãs nos partidos. Ao tomar o nome de “Democracia Cristã” subverte aquilo que diz defender. Defende como ponto forte do seu programa um “governo socialmente sustentável” e que as famílias portuguesas gerem filhos e filhas. Medidas programáticas que qualquer cidadão pode subscrever, mas em clima de chavão, sem uma identidade própria. Sete são as linhas fundamentais: 1) O direito a viver numa família unida e num ambiente moral favorável ao desenvolvimento da própria personalidade; 2) É aos Pais e Encarregados de Educação que cabe a responsabilidade de transmitir os valores em que acreditam aos seus educandos; 3) O direito ao trabalho; 4) A defesa da Dignidade da Vida Humana nas suas diversas vertentes e fases da existência, desde a conceção até à morte natural; 5) Distribuição da riqueza. Procura do Bem comum: O progresso económico deve estar ao serviço da pessoa e do bem comum; 6) A solidariedade tem dois sentidos – pede reciprocidade; 7) A solidariedade intrafamiliar, devem ser reconhecidos pelo Estado e considerados em sede de impostos”. Nada que já não tenhamos ouvido!

2.- O Partido Unido dos Reformados e Pensionistas – PURP, tem como objetivo a defesa dos reformados e pensionistas. A sua primeira linha é “restabelecer a dignidade do povo português”. Não existem medidas a serem adotadas e o seu programa é um conglomerado de indicações não tendo qualquer expressão, como, por exemplo: “O PURP defende intransigentemente a independência do poder político face aos poderes económicos.” ou “O PURP adota a defesa do ambiente e a promoção do desenvolvimento sustentável, como princípio de precaução, para com as gerações futuras.”, para deixar aqui dois exemplos da sua fraseologia sem substância e sem definir como conseguirá o que se propõe.

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3.- O PCTP – MRPP, Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses – Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado, não possui até agora qualquer programa, que tivesse visto, e demorei uns tempos a investigar. No entanto existe no seu jornal “Luta Popular”, um artigo do “educador da classe operária”, Arnaldo de Matos, sob o título “ O Dono Deles Todos”, publicado em 21/8/2015, que demonstra aquilo que o PCTP prossegue, como: “Reportamo-nos, como a leitora e o leitor decerto já adivinharam, a Ricardo Espírito Santo Silva Salgado, quadrilheiro-mor da quadrilha de gatunos da família Espírito Santo, dona de um império económico e financeiro que, no seu auge, chegou a explorar cerca de trinta mil trabalhadores em Portugal e no mundo, e cujo volume de negócios alcançou, nos seus melhores tempos, perto de 15% do produto interno bruto português.” ou “A quadrilha e o quadrilheiro-mor, ocultando com a devida antecedência dinheiro e riqueza nas offshore do mundo, continuam podres de ricos, enquanto que a maior parte dos trabalhadores do Banco e do Grupo perderam os empregos, e os pequenos acionistas e pequenos depositantes das empresas e do banco da divina família ficaram reduzidos à miséria.” Nada de novo, portanto!

Joaquim Armindo

Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental
Mestre em Gestão da Qualidade

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