Semana: Sampaio da Nóvoa

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1.- É um facto, não conhecia Sampaio da Nóvoa. O que li dele, até à sua candidatura, foi um prefácio a um livro de um meu querido amigo. E gostei, tratava-se de um livro sobre inclusão. Sampaio da Nóvoa escreveu sobre “inclusão”, e deixou-me bastante satisfeito com a sua opinião. Sei que foi Reitor da Universidade de Lisboa e desempenhou um bom papel. Pessoa conhecida e viajada, trabalhou com Paulo Freire, um grande nome da educação no Brasil, mas também em Portugal e Cabo Verde. O seu livro [de Paulo Freire], “Pedagogia do Oprimido” constitui uma referência mundial na educação andragógica. Daí, Sampaio da Nóvoa ter referências muito positivas. Não será conhecido da maioria dos votantes, não possui ou possuiu qualquer partido, o que é uma grande vantagem, mas também uma desvantagem. No prato da balança é um homem corajoso, embora tímido, como confessa, o que não é, em si, um mal. Sem dúvida português destacado e em condições totais de ser candidato a presidência da república.

2.- Prestei muita atenção ao seu discurso e às intervenções seguintes. Uma coisa é certa, Sampaio da Nóvoa é um sonhador, tem um sonho, como Martin Luther King, e sonhar é muito bonito, poético e belo. O seu discurso de apresentação, luzidio, contém essa poesia, só digna de homens bons. Uma nova forma de ser político, acreditar nos outros, não se engrandecendo a si próprio, mas contendo a substância do caminho. Sampaio da Nóvoa constitui-se, assim, como um novo vento a perpassar pela trovoada e demência dos atuais dirigentes do nosso país. Na parte final do seu discurso ouvem-se os cantares do nosso povo, emerge-se nas entranhas da terra e verifica-se que só a aposta na cultura pode vencer crises.

Sampaio da Novoa

3.- Sampaio da Nóvoa canta o passado e dirige-se ao futuro, estando no presente, bem assente na terra da sua pátria. Ele é uma trova do enriquecimento dum país até agora só preocupado com défices, esquecendo a cultura do nosso povo. Traz em si a volta que se há de dar, caminhando sem fronteiras, porque quer uma política séria. Uma nova e criadora forma de se render a um povo sacrificado, desde as naus até hoje. Sampaio da Nóvoa constitui uma esperança para todos nós e, certamente, vai conferir à política a dignidade que perdeu. Sampaio da Nóvoa, como Maria de Lourdes Pintasilgo, é candidato para servir. E, o nosso povo reconhecerá isso!

Joaquim Armindo

Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental
Mestre em Gestão da Qualidade
Diácono da Diocese do Porto

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