Semana: Sustentabilidade da Água

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1.- A sustentabilidade da água também possui os quatro pilares do Desenvolvimento Sustentável (economia, ambiente, social e cultural), e é neles que pudemos aprender a gerir o seu acesso a todas os seres viventes. A água é um bem para todos, e não só para o ser humano, mas para todos os seres vivos, uma essência da vida; no nosso planeta Terra ela é muito escassa, de toda a água existente só uma ínfima parte é potável, menos de 2%, tudo o resto são conquistas que teremos de fazer, sem, no entanto, essa confluência para um bem essencial seja amarfanhada e sugada, ao serviço de um liberalismo balofo. A água é propriedade de todos, como tal deve ser respeitada e mesmo na sua composição química existem duas substâncias comuns, o oxigénio e o hidrogénio de que precisamos para viver. Também não faz nenhum sentido que a água existente seja só de uma minoria, a maioria dos seres estão sem ela, vivem com água não potável e inacessível. O equilíbrio entre todos os seres viventes será desfeito se a água for desaproveitada ou um negócio que só conhece o lucro, enquanto um aproveitamento de supérfluas vivências.

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2.- Por isso o “Objetivo 6 – Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos”, do Desenvolvimento Sustentável, aprovado pela ONU, estabelece metas concretas até 2030. O alcançar “o acesso universal e equitativo à água potável, segura e acessível para todos” e o saneamento e higiene adequados é um epicentro dos povos, aprofundado especialmente àqueles são mais vulneráveis. Como acabar definitivamente com a defecação a céu aberto. Reduzir a poluição, eliminar despejos e produtos químicos e aumentar a reciclagem e reutilização da água, enfrentar a sua escassez, são as ações tradutoras das preocupações internacionais.

3.- Uma gestão integrada de todos os recursos hídricos, com a necessária colaboração transfronteiriça e proteger as montanhas, florestas, zonas húmidas, rios, aquíferos e lagos, para que se possa viver. As comunidades locais são mais uma vez chamadas, “agir local, pensar global”, para melhorar a gestão deste bem magnífico. A participação dos municípios, e das freguesias, e das regiões, são determinantes para o fortalecimento deste objetivo. A ecologia ambiental, aqui da água, não se compadece com a aniquilação e empobrecimento em relação à água, com os benefícios “dinheirosos” duns quantos em detrimento da defesa da nossa ecologia humana e viva.

Joaquim Armindo

Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental
Mestre em Gestão da Qualidade
Diácono da Diocese do Porto

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