Semana: Tempo de Avançar no Pik Nik

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1.- Já sabemos, algumas coisas, as linhas programáticas do partido “TEMPO DE AVANÇAR”. Depois do êxito das eleições primárias para escolher os candidatos a deputados, concorreram cerca de trezentos, votando mais de duas mil pessoas, escuta-se alguma coisa sobre o seu programa eleitoral. Vai haver um Pik-Nik, com “mantas”, temáticas, e todos e todas podem entrar nelas e “ter a palavra”. Há regras, contudo, “os valores da ecologia e do respeito pelo meio ambiente”, “um contador da pegada ecológica” que trabalha a todas as horas e não pode existir plásticos e lixo, este pode ser pouco. Assim quem quiser, além da “participação nas mantas”, leve “farnel, família e amigos”, creio que também podem levar “amigas”, pois contra a austeridade “é tempo de piquenicar”. A sério, isto não é para brincar, porque brincar é com as crianças, e o pik-nik é para mulheres e homens feitos. Até gosto muito de ouvir falar a Ana Drago, tem simpatia e fica-lhe bem, por isso penso que é pena só falar num pik-nik, poderia ir à televisão que assim ficávamos todos a saber.

2.- O partido “LIVRE/TEMPO DE AVANÇAR” colou-se e correu o risco com as eleições primárias, elegeu aqueles que já se sabia. Depois de contados os votos, mais de dois mil, existiu uma lacuna, lapso, quero dizer, afinal o candidato eleito em segundo lugar por Lisboa, foi em primeiro lugar pelo Porto, tendo sido eleito por mais de setenta votos, aqui no Porto. Por acaso pensei em candidatar-me mas, disse para mim, só vou ter o meu voto e perco, afinal poderia ter ido em lugar elegível.

picnic

3.- Não, não estou no gozo, porque uma coisa é certa, com muitos ou poucos votantes este partido levou a sério uma votação preliminar para os seus candidatos, o que muitos, os dos milhões de votos, não querem fazer. Isso é uma boa experiência, mas só conta enquanto tal, daqui o “LIVRE” tem de tirar as suas ilações e lições. Agora, não percebi bem o que tem a ver a austeridade com um piquenique, normalmente nestes come-se muito bem e então sem plásticos, quem lavará a loiça? As mulheres, dizem-me, pois sim as mulheres e já as estou a ver numa guerra a dizerem que não pode ser, mas vão fazendo. Curioso é o “contador ecológico” para contar a pegada ecológica e, claro está, as “mantas temáticas”, uma ocasião para dialogar no campo, tudo a bem da ecologia!

Joaquim Armindo

Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental
Mestre em Gestão da Qualidade

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