Semana: Uma década para Portugal

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1.- Apresentou o Partido Socialista um documento, que já mereceu os louvores e reparos de uns tantos, chamado “Uma Década para Portugal”, e igualiza este nome à “Macroeconomia”. Sabemos que ainda vai passar pelo crivo político, segundo António Costa, mas para já um grande contraponto: mais uma vez a economia leva vantagem, nada se diz sobre o Ambiente, a Coesão Social e a Cultura; todos estes fatores são chave para qualquer desenvolvimento. A economia não funciona, nem funcionará, qualquer que seja o seu paradigma, sem atendermos às outras variáveis e tenham paciência não será um grupo de doze economistas que terão a visão necessária. Dez anos em Portugal a viver debaixo do jugo económico, sem atendermos aos pilares da sustentabilidade, não irá resolver absolutamente nada. Não sei como os portugueses vão viver com números, se esses números não forem imbuídos de uma cultura afetiva, da defesa da terra e do ambiente e da coesão social que inclua a igualdade de género. Não ganharemos dinheiro sem as pessoas e os números económicos e financeiros não sairão da “cepa torta”.

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Imagem: https://pt-br.facebook.com/MobilizarPortugalAntonioCosta

2.- A Carta da Terra, aprovada em reunião internacional, realizada na sede da UNESCO, refere, sobre a situação global: “Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, redução dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos equitativamente e o fosso entre ricos e pobres está a aumentar. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causa de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Estas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.”

3.- Audiência Geral, no Vaticano, em 22 de abril: “No livro do Gênesis, lemos que inicialmente Adão, o primeiro homem, sentia-se sozinho, mesmo vivendo cercado de tantos animais. Querendo pôr remédio à sua solidão, Deus lhe apresenta a mulher, que o homem acolhe exultante, como um ser igual. Com a imagem bíblica da costela de Adão, da qual Eva é plasmada por Deus, não se quer afirmar uma inferioridade da mulher ― ela não é uma réplica do homem, mas expressa uma reciprocidade entre eles: possuem a mesma natureza e são complementares. Contudo, por sugestão do maligno, os dois são tentados pelo delírio da onipotência e desobedecem a Deus. Este pecado rompe a harmonia que existia entre eles, gerando desconfiança, divisão, prepotência. Machismo, instrumentalização do corpo feminino e recusa a viver uma aliança, na diferença e complementaridade, entre o homem e a mulher são consequências dessa desarmonia. Porém, Deus não abandona o homem e a mulher após o pecado: a exemplo de Deus, também os cristãos devem buscar curar as feridas nas relações e recuperar o valor do matrimônio e da família.”

Joaquim Armindo

Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental
Mestre em Gestão da Qualidade
Diácono da Diocese do Porto

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