Semana: Vida saudável

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1.- Pessoas felizes só podem existir, quando existirem cidades felizes. Uma vida saudável é uma vida feliz, assim as cidades, os países, o planeta e o universo, só podem ser saudáveis e sustentáveis, se as pessoas forem felizes. Não existirá vida saudável, sem sustentabilidade, nas suas quatro componentes: economia, ambiental, social e cultural. Por isso mesmo é que o “Objetivo 3”, dos “Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”, refere ser necessário “assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades”. Logo à cabeça das medidas a adotar, até ao ano 2030, encontra-se a Saúde, não com um final de “tratamento de doenças”, mas como ausência de “doenças”, o que se torna importante sublinhar, dado que a Organização Mundial de Saúde (OMS), assim o predispõe.

2.- As medidas em número de treze, consideram que, até ao ano de 2030, se deve: reduzir “a mortalidade materna para menos de 70 mortes por 100.00 nascidos vivos”; acabar com as “mortes evitáveis” de recém-nascidos e crianças com menos de 5 anos, pelo menos de 12 por 1000 e de 25 por 1000 nascidos vivos, para recém-nascidos e com menos de 5 anos de idade, respetivamente; acabar com as epidemias da SIDA, tuberculose, doenças tropicais, hepatite e outras; reduzir a 1/3 a mortalidade prematura por doenças e promover a saúde mental; reforçar a prevenção e o tratamento de drogas, álcool e tabaco; reduzir a metade as mortes de acidentes em estradas, até 2020; assegurar o acesso universal aos serviços de saúde sexual; reduzir o número de mortes por produtos químicos, contaminação e poluição do ar e água do solo; apoiar a investigação e o desenvolvimento de vacinas e medicamentos, assim como o aumento do financiamento da saúde.

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3.- Como nos outros “objetivos”, este também, tem como paradigma o “atuar local, pensar global”, pelo que as regiões e os municípios, como as pessoas, deverão ser interventivas ao seu nível. Os passos aqui definidos dependem muito da “democracia participativa”, porque só esta é integrante dos seres humanos no seu quotidiano. De nada valerá o solipsismo; primeiro, porque ninguém é uma ilha isolado, segundo, porque existir uma vida saudável, em todas as idades, depende só, e só, de uma comunhão solidária e subsidiária. O “micro” de cada mulher e homem, só é traduzido numa atitude ecuménica, passando este termo pela cidadania e não só pelo religioso – enquanto (re) ligação. Esta (re) ligação é um testemunho nunca “isolacionista”, mas comunitário.

Joaquim Armindo

Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental
Mestre em Gestão da Qualidade
Diácono da Diocese do Porto

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