Um quarto de século ao serviço da Maia

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A grande Maia, quer dizer todo o concelho, reuniu-se há dias num jantar, para celebrar a comemoração de uma efeméride, concretamente a passagem do 25º aniversário da tomada de posse, de Bragança Fernandes, na Câmara Municipal da Maia.

Este número redondo, 25 anos de vida autárquica, conta com 13 anos de presidência da edilidade, e os restantes 12 anos, repartidos entre a vice-presidência e o cargo de vereador, currículo político que lhe confere um capital de experiência pessoal que não é muito comum.

Bragança Fernandes Passos Coelho

Nesta sua caminhada, de um quarto de século, em que a nossa história local registou alguns dos seus mais relevantes episódios, Bragança Fernandes esteve sempre acompanhado pelo seu colega e amigo, Silva Tiago, que tomou posse exactamente no mesmo dia do actual Presidente.

No jantar em que tive a honra de participar, a presença mais notada, foi a do Primeiro-Ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, que fez uma das suas melhores intervenções públicas de sempre, quer na forma, como no conteúdo, focando-se na pessoa do homenageado, com um discurso feito de improviso, mas bem pontuado por palavras recheadas de substância simbólica.

Passos Coelho sublinhou que mais importante do que a expressão do número de anos, do que o tempo passado, é a qualidade do seu uso, e a obra realizada.

O Primeiro-Ministro foi ainda bastante incisivo ao evidenciar as qualidades pessoais, humanas e políticas, de Bragança Fernandes, afirmando que no processo de escolha dos políticos, daqueles que nos representam nas instituições democráticas e nos órgãos de poder, deveriam ser considerados em primeiro lugar, os valores e os carismas de que é dotado o líder maiato.

Num tom descontraído, solto mesmo, Passos Coelho, dirigindo-se a Bragança Fernandes, na primeira pessoa e com uma certa intimidade, referenciou-o como um amigo, um modelo de político e de autarca, citando-o como um exemplo que deve frutificar, para bem das populações e do país.

Na verdade, o estilo pessoal de Bragança Fernandes, foi semeando amizades e reconhecimento em todos os quadrantes sociais e políticos, e foi bonito de se ver, que alguns dos seus adversários mais combativos, tenham feito questão de marcar presença, das mais variadas formas, como por exemplo, Jorge Catarino, do Partido Socialista, que lhe enviou um caloroso e-mail de felicitações.

O seu modo afável, a sua humildade democrática e o sentido invulgar do compromisso político, são carismas pessoais que ninguém lhe pode negar, e esses, caros leitores, esses são naturais e genuínos em Bragança Fernandes.

Creio que o percurso político deste autarca, demonstra, com evidente clareza, que as pessoas valorizam a simplicidade, a autenticidade e a proximidade, virtudes que lhe deram 3 vitórias eleitorais consecutivas, com resultados inequívocos que lhe permitiram governar a Câmara Municipal da Maia, com maiorias confortabilíssimas, para não dizer esmagadoras, por respeito ao estilo que o timbra.

Não terá sido por obra do acaso, que foi possível reunir à mesa, uma imensa malha social e humana, altamente representativa da comunidade maiata, onde se contavam dirigentes associativos do mundo do desporto, da cultura, das instituições de solidariedade social, das forças vivas de todo o concelho, com destaque para gestores e empresários e até uma significativa presença dos párocos da nossa Vigararia.

Bragança Fernandes, fiel a si próprio, fez questão de partilhar pessoalmente, com todos, sem excepção, uns momentos de uma noite, em que os seus amigos lhe quiseram dizer – obrigado!…

Para mim, acérrimo defensor da cultura democrática, aquele momento de verdadeira confraternização, prova que para além das naturais diferenças e da diversidade de formas de pensar, ver, ser, estar e fazer política, é possível darmo-nos ao respeito e sermos respeitados por todos que constituem a comunidade que integramos e servimos, incluindo aqueles que democrática e saudavelmente discordam de nós, fazendo oposição e sendo nossos adversários, sem deixarem de ser nossos amigos.

E esse, a meu ver, será porventura o maior património cívico e político que Bragança Fernandes vai legar aos seus filhos, aos seus netos, e às gerações vindouras da Maia, quando um dia se dedicar a escrever as suas memórias.

 

Victor Dias