União Europeia

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1.- A necessidade de um consenso universal é o novo paradigma da multiplidade de opiniões. Não poderá existir uma “boa governança” sem entender um governo comum. As fronteiras são terrestres, mas não nos tempos e nos espaços. As tecnologias evoluíram de tal forma, que as fronteiras caíram. Torna-se claro que por este cair se entende a total solidariedade com as culturas e as inclusões na sua universalidade. Existe impossibilidade quando alguém pode pensar em domínio das consciências, das tradições e das culturas de cada povo. Só que uma ética mundial deve surgir, para que todos sejamos imbuídos e catalisados para a universalidade dos seres vivos. O que não dará lugar a um antropocentrismo balofo, mas a uma pontualização da Vida. Na liberdade, na solidariedade, nas vivências comuns se constrói e adjetiva os objetivos de viver feliz. A felicidade, porém, não é inócua, mas substantiva, por que verbal. A felicidade traduz-se no caminho andante, e isso pressupõe que cada passo seja dado em sentido do outro, não no seu contrário.
2.- O Reino Unido opta por um referendo ao seu povo que diga se deve ou não, pertencer à União Europeia. Longe vão os tempos das comunidades do carvão e do aço, em que a necessidade do povo inglês era dos laços que deveriam existir com outros povos. Hoje numa visão da industrialização da economia esqueceram que era na economia da salvação que deveriam, mais do que falar, mas optar. A União Europeia pode tornar-se nisto, culpabilizar os povos e multar aqueles que têm menos possibilidades de evolução sustentável. Torna-se um antropocentrismo baseado na condenação dos seres vivos e humanos. Porventura o Reino Unido já pôde “crescer” à custa de outros. Crescimento ilusório, porque não desenvolvido.
3.- Portugal pode vir a ser condenado pela União Europeia. A multa será 0,5% do seu PIB e não poder receber fundos comunitários. Significa, então, que o nosso país por não ter tanta pobreza, por não viver mais infeliz, tem de pagar, para que se torne mais dependentes das ditas ajudas, que nós, portugueses e portuguesas, estamos a usufruir, por que para lá já demos mais que o suficiente. A União Europeia passará a ser não a amizade e a alegria do seu hino, mas o capataz que justifica a guilhotina. O que se torna aberrante e contraditório. Condena-se e não se ouvem os clamores dos que são injustiçados e em nome da prosperidade de uns tantos, que nem, por isso, se tornarão felizes. Que necessitamos de unidade ninguém duvida, mas que unidade, na diversidade ou numa unicidade castradora dos povos? União Europeia, Reino Unido, Portugal, multas e governo mundial, temos de refletir nestas questões!
Joaquim Armindo
Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental

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