“Ajudem-nos a sermos mais cidadãos”.

“Ajudem-nos a sermos mais cidadãos”. O apelo foi lançado pelo vice-presidente da Câmara Municipal da Maia, António da Silva Tiago, esta terça-feira, no final da apresentação do Conselho Municipal para o Desenvolvimento Sustentável aos parceiros. De acordo com o vice-presidente da Câmara Municipal da Maia, António da Silva Tiago, o organismo pretende ser um espaço de discussão, análise, participação, cidadania e aconselhamento da actividade municipal.

O organismo é composto por um grupo multi-facetado de cidadãos, uns mais técnicos, outros mais ligados ao mundo das empresas, à educação, às Organizações Não Governamentais (ONG). “É um grupo de cidadãos que pela sua mundividência e pelo seu pensamento criativo vai fortalecer a actividade do município nesta área, que é crucial para a defesa dos nosso planeta e o nosso planeta começa por ser a nossa casa, a nossa rua, a nossa freguesia, o nosso concelho e acaba no planeta”, explica o também vereador do Ambiente.

António da Silva Tiago afirma que vai ser um espaço de grande “democraticidade” e que espera que dê frutos, desde logo com um conjunto de opiniões, sugestões e conselhos que vai ainda apresentar no decorrer deste ano para que a Câmara Municipal, “podendo e querendo”, e o autarca está convencido que a edilidade deseja fazê-lo, em 2009 o implemente no terreno.

António da Silva Tiago adianta ainda que o plano já tem vindo a ser desenvolvido na Área Metropolitana do Porto e na Lipor, que criou a Agenda 21 local. “Fez um grande inquérito de opinião em todos os concelhos e freguesias, criou espaços de discussão e de votação dessas opiniões”, enumera. Agora, acrescenta, “está tudo compilado e nós temos que eleger prioridades”.

O eleito presidente da mesa do organismo municipal recém-criado está convencido que essa vai ser uma das grandes preocupações deste conselho. “Vai ser pegar nessa massa opinativa que existe e que é resultado de toda esta convulsão reflexiva, vai hierarquizá-la e apresentar essas ideias na próxima reunião para depois fazer chegar aos órgãos autárquicos”. Por isso mesmo, questionado sobre quais serão as prioridades, António da Silva Tiago prefere esperar pela primeira reunião. Aí, “se entenderem que devo ser eu a divulgá-las, eu divulgo”.

O conselho, de acordo com os seus estatutos, deve reunir pelo menos duas vezes por ano, contudo, o vice-presidente da autarquia entende que deviam duplicar esse número de encontros e fazer um encontro por trimestre.

Fazem parte deste conselho municipal cerca de 17 elementos. Em representação da autarquia está então o vereador do pelouro do Ambiente e da Qualidade de Vida; quatro elementos representam as unidades orgânicas da Câmara Municipal relacionadas com o Ambiente, Planeamento Territorial, Cultura e Desenvolvimento Social; outro elemento representa as empresas ou serviços municipais; dois representam as juntas de freguesia, dois elementos estão ligados a empresas locais dos diversos sectores, um elemento da Protecção Civil, dois cidadãos com um desempenho sustentável, indicados pela autarquia, um das escolas EB2,3 e secundárias, um elementos das ONG e ainda dois elementos ligados a órgãos de comunicação social local ou nacional.

Também esta terça-feira foi eleita a mesa do conselho municipal, que vai então ser presidido pelo vice-presidente da autarquia, António da Silva Tiago, por Ricardo Marques, da Quercus e por Nuno Barros, um cidadão com desempenho sustentável e que trabalha na Lipor. Dois elementos que o autarca considera “serem uma mais-valia” para este órgão, dois jovens altamente competentes e promissores”.

Isabel Fernandes Moreira