Latada do ISMAI coloriu as ruas da Maia

A tradição ainda é o que era, pelo menos a académica. Como já é habitual por esta altura do ano, época de recepção ao caloiro no Instituto Superior da Maia (ISMAI), a latada sai do estabelecimento de ensino e percorre as ruas do concelho. Com muita animação e muito barulho. É uma actividade que se insere na semana de recepção ao caloiro, que acontece de 9 a 16 de Outubro.

 

A passada terça-feira foi dedicada à latada. O objectivo deste desfile é apresentar os novos alunos do ISMAI à cidade da Maia. O cortejo de caloiros saiu de São Pedro de Avioso pelas 10h30 e chegou à Praça do Município já perto das 12h00. Nos anos anteriores, os mais recentes alunos envergavam apenas um colete reflector. Nos últimos dois anos, a indumentária mudou: agora, os caloiros apresentaram-se à cidade vestindo um fato-macaco azul-escuro. E era esse tom de cor que predominava em frente à Câmara Municipal da Maia. E com mais intensidade do que em anos anteriores, já que este ano há mais caloiros no ISMAI. Ainda assim, a participar na praxe podiam ser mais. É a opinião do Dux do ISMAI, Nuno Afonso. O responsável máximo pela praxe do instituto maiato apontou o dedo ao ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, ao considerar que o membro do governo está "a apertar o cerco às praxes e isso dificulta um pouco a vida dos caloiros, que têm medo de ter alguma represália na sua vida académica por terem integrado a praxe". Acrescentou que "só não há mais caloiros a participar nas actividades por receio e não por não gostarem da praxe".

As actividades de praxe do ISMAI são diferentes "do que se ouve na Comunicação Social em relação a outras praxes", disse Nuno Afonso. "No ISMAI não temos o apanágio de humilhar nem de maltratar ninguém, e os caloiros estão todos aqui de livre e espontânea vontade". No fundo, tudo se resume a "uma integração, uma brincadeira, uma alegria", considerou Nuno Afonso.

Medo que não tiveram os muitos caloiros em frente à Câmara Municipal. Vasco Peixoto era um deles. Divertido, disse que a praxe era "uma experiência única que nunca tinha experimentado na vida" e sublinhou a cumplicidade entre colegas durante os dias como caloiro. Vasco Peixoto é da opinião que "tem de haver um companheirismo, porque senão não vamos a lado nenhum. Há sempre tempos bons e tempos maus, e temos de nos ajudar uns aos outros."São momentos inesquecíveis que vou guardar para sempre", concluiu.

A semana académica termina hoje. Depois das festas, é tempo de algo mais sério: estudar.

1 responder
  1. Beto
    Beto says:

    E é com toda a razão que o nosso excelentíssimo Dux afirma que cada vez mais fecham o cerco ás praxes,mas como na greve dos professores,na praxe temos mais doutores e caloiros do norte a sul do país que gostam de viver esta tradição de forma a poderem recordá-la quando largarmos as capas negras em direcção á vida real e olharmos pra trás com saudade,e se tal corte houver então as manifestaçoes irão de certeza ser muito maiores do que as vistas na greve de professores,coisa que decerto o nosso governo não irá querer.

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