Opinião Victor Dias: Razão e emoção no equilíbrio da balança do discernimento

Chegou ao fim mais uma campanha eleitoral.

Arrumam-se as tralhas da propaganda, guardam-se os megafones, desmontam-se os palanques e respira-se fundo, porque o tempo agora é de reflexão.

Cada um, a esta altura, já pensou como vai exercer o seu poder democrático. Um poder magnânimo, precioso e tão importante que talvez muitos de nós, nem tenhamos consciência do seu real valor. Mas se pensarmos como os candidatos se esforçaram por conquistá-lo e convencer-nos a depositá-lo nas suas mãos, talvez nos possamos aperceber melhor de quão valioso é, esse nosso poder de escolha democrática, exercido pelo voto. Na prática, o que está em jogo, nestas eleições, é a legitimação da transferência do nosso poder, para a alçada daqueles que queremos escolher como nossos representantes, que hão-de exercê-lo em nosso nome.

bandeira maia

Temos então a responsabilidade de afirmar a nossa maioridade cívica e provar perante a sociedade em que nos integramos, a nossa capacidade de fazer um juízo ponderado e sensato, do que realmente interessa à comunidade.

No pleno uso da razão, devemos pôr num dos pratos da balança do julgamento que teremos de levar a cabo, os argumentos da inteligência. No outro prato da mesma balança, devemos colocar os afectos e os sentimentos de pertença, olhando para quem nos pede confiança, e questionarmo-nos se a podemos dar, tendo em conta a relação e o passado que temos em comum.

É desse equilíbrio, entre a razão e a emoção que devemos partir para uma decisão que vai ter consequências ao longo dos próximos quatro anos. Porque ainda que o sentido do nosso voto, não tenha a expressão significativa que pretendemos que tenha, ficaremos em paz com a nossa consciência.

Não comparecer ou desistir, é sinal de menoridade cívica e democrática, por isso todos temos o dever de exercer o direito de votar.

Na próxima segunda-feira, restar-nos-á aceitar democraticamente a vontade da maioria e contribuir para que tudo entre na normalidade democrática, serenados que estarão os ânimos.

Enquanto cidadão eleitor, parto para estas eleições, com plena convicção dos meus deveres e perfeitamente esclarecido sobre a escolha que vou fazer e o que quero para a minha terra, que nestas eleições autárquicas, é o meu verdadeiro partido, a Maia.

Victor Dias