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Maia faz parte dos 22 municípios onde se concentra metade do poder de compra do país

Um estudo divulgado pelo INE – Instituto Nacional de Estatística dá conta que a Maia encontra-se nos 22 municípios com maior poder de compra em 2017. Aliás, esse grupo de 22 concelhos é o que detém metade do poder de compra do país.

Metade do poder de compra nacional estava concentrado em 22 municípios em 2017, com destaque para Lisboa, que concentra, mais de um décimo do poder de compra do país, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE), na terça-feira, dia 12.

Além de Lisboa, só mais 22 municípios (num total de 308) concentravam individualmente mais de 1% do poder de compra nacional: 10 na Área Metropolitana de Lisboa (Sintra, Oeiras, Cascais, Loures, Almada, Amadora, Seixal, Odivelas, Vila Franca de Xira e Setúbal) e seis na Área Metropolitana do Porto (Porto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Maia, Gondomar e Santa Maria da Feira).

Juntam-se a este grupo municípios capital de distrito – Braga, Coimbra e Leiria – e os municípios do Funchal (na Região Autónoma da Madeira), de Guimarães e de Vila Nova de Famalicão.

“A análise da concentração do poder de compra nos 308 municípios portugueses permite constatar que, em 2017, cerca de 7% (22) e 21% (64) dos municípios concentravam, respetivamente, 50% e 75% do poder de compra nacional. Estes resultados sugerem que o poder de compra se encontra associado à dimensão urbana dos municípios e, portanto, territorialmente muito concentrado”, afirma o INE.

O mesmo acontece olhando apenas para as Áreas Metropolitanas, que concentram em conjunto 52% do poder de compra nacional e 44% da população, embora com diferenças: a Área Metropolitana de Lisboa concentra 34,2% do poder de compra e 27,5% da população do país; na Área Metropolitana do Porto está 17,5% do poder de compra do país e 16,7% da população nacional.

Da mesma forma, em 2017 o poder de compra per capita manifestado nos municípios em Portugal era superior à média nacional em 32 dos 308 municípios portugueses, localizados sobretudo nas áreas metropolitanas de Lisboa (oito em 18 municípios) e do Porto (seis em 17) ou coincidentes com capitais de distrito.