“Noites Brancas” estreia na Quinta da Caverneira esta quinta-feira

A peça “Noites Brancas”, produção do Teatro Art’Imagem, estreia-se esta quinta-feira, dia 14, no Auditório da Quinta da Caverneira, na Maia, e quer mostrar, através da adaptação dramatúrgica do romance homónimo do escritor russo Fiodor Dostoievski, que “faz falta sonhar”.

Esta 113.ª criação do Teatro Art’Imagem demonstra que, com o avançar da idade, as pessoas entram num “mundo mais realista” e esquecem-se de que há outras possibilidades, esquecem-se de que é preciso e é possível sonhar, contou à Lusa o dramaturgo e encenador Pedro Carvalho, no final de um ensaio aberto aos jornalistas.

“Não podemos ter receio de sonhar. Vivemos demasiado a realidade e as preocupações do dia-a-dia”, disse.

Pedro Carvalho explicou que, em palco, retrata-se a experiência de quatro noites de Verão na vida de um sonhador perpétuo, que não tem nome, e que deambula pelas ruas desertas de São Petersburgo, na Rússia.

Numa dessas “noites brancas” – noites em que não chega a anoitecer completamente -, o sonhador não consegue parar de pensar e caminha sozinho pelas ruas quando, subitamente, vê Nástenka, uma jovem que chora sob a ponte do rio Nieva, à espera de reencontrar o seu amor.

Depois de a salvar de uma tentativa de abordagem por parte de um transeunte suspeito, o sonhador e Nástenka estabelecem uma ligação amistosa que descortina as estórias de duas vivências díspares, mas que ascendem numa atração mútua.

Une-os uma espera inquietante que virá a definir os seguintes encontros noturnos, carregados de revelações, ansiedades, sonhos, medos e um confronto enigmático de paixões.

A peça “Noites Brancas” vai estar em cena entre quinta-feira e domingo, no Auditório da Quinta da Caverneira, na Maia, seguindo a 11 de janeiro para o Teatro Sá de Miranda, em Viana do Castelo. A 24 de janeiro sobe ao palco do Teatro Lethes, em Faro.