,

CDS preocupado com insatisfação dos utilizadores do Metro e STCP

Metro do Porto na Maia

A Comissão Política do CDS Maia tem recolhido, nos últimos meses, mensagens de insatisfação de utilizadores do Metro do Porto e dos autocarros da STCP.

Em comunicado, emitido no dia 12 de novembro, a concelhia do CDS da Maia dá voz a uma situação que, afirma, «diariamente tem evoluído para uma quebra na qualidade de serviço destes transportadores da nossa Área Metropolitana».

Em relação ao Metro do Porto, as viagens suprimidas e as composições sobrelotadas são a queixa mais comum. A concelhia especifica que, «em horas de ponta, os utilizadores têm-se confrontado com quebra de serviço nas viagens programadas, que acabam por pressionar a próxima viagem escalada.

Tal facto, muitas vezes, origina a que as viagens seguintes não consigam recolher todos os passageiros deixando assim bastantes a aguardar pela próxima. Já a redução do número de composições por viagem não é recente, mas com o aumento da procura e a manutenção das frequências faz com que os utilizadores experienciem, frequentemente, viagens em condições de sobrelotação que provocam desconforto absoluto. Quanto à STCP, as preocupações também assentam na sobrelotação dos autocarros, mas sobretudo nos tempos de espera e no tempo das viagens propriamente ditas».

Quanto ao concelho da Maia em concreto, o CDS aponta a «Linha C do Metro, com relatos de várias viagens suprimidas e outras com apenas uma composição em horas de ponta que provocam clara sobrelotação e consequente desconforto; a Linha 603 da STCP com viagens suprimidas, especialmente ao fim de semana com frequências de hora em hora deixando assim, várias vezes, os utilizadores a aguardar duas horas por um autocarro; as linhas 600 e 604 por viagens suprimidas e morosidade no tempo das viagens. Sobretudo em relação aos autocarros, todas estas questões condicionam a necessidade de os passageiros fazerem o interface, nomeadamente no centro da Cidade da Maia, com transportes como o Metro».

Ainda que algumas destas questões não sejam novas, a verdade é que, segundo os relatos que o CDS Maia recolheu, estas têm vindo a acentuar-se desde a redução no preço dos passes mensais e o alargamento da atribuição da sua gratuitidade para as faixas etárias mais jovens.

«Segundo dados do passado mês de setembro, são quase mais 300 mil utilizadores que recorrem aos títulos Andante não havendo, que se conheça, uma imediata resposta na disponibilização de mais frequências e mais veículos».

A concelhia considera «inegável que a última década viu, nomeadamente na Área Metropolitana do Porto, um crescimento galopante no turismo e nos negócios, principalmente com a região a ser atrativa para empresas de serviços partilhados e inovação tecnológica. Aliada a esta positiva pressão, temos ainda uma maior consciencialização ambiental, e mesmo financeira, que caracterizam o transporte público como amigo do ambiente e capaz de aliviar o orçamento mensal de quem o utiliza».

Posto isto, esta Comissão Política entende que «a promoção de maior utilização de transportes públicos é um passo acertado e necessário», no entanto «é vital que as entidades promotoras criem condições para a oferta responder adequadamente à procura».

O CDS sublinha que «o Estado Português é acionista maioritário das duas empresas de interesse público e é de louvar o investimento em novas composições e autocarros – relembre-se que no caso específico da STCP há uma promessa do Governo central para renovação da frota até à intermunicipalização da empresa em janeiro de 2020. No entanto, vemos com preocupação que, principalmente no caso do Metro, as novas composições se revelem insuficientes e sejam colocadas num prazo ainda distante face à urgência».

No comunicado, o CDS Maia conclui afirmando que «os municípios da Área Metropolitana do Porto têm tido, diariamente, um necessário papel de pressão ativa para solucionar esta galopante procura e estamos ao seu lado no que entendemos ser uma política que privilegie a fácil, e rápida, mobilidade das pessoas e a coesão territorial sendo que o novo ano trará o desafio da gestão intermunicipal da STCP naquela que será uma primeira prova de fogo para os municípios poderem reclamar por mais descentralização.

É essencial, por tudo isto, que se entenda a Área Metropolitana da Porto como uma região dinâmica e exigente onde com vontade e assertividade política será possível melhorar a mobilidade – não esqueçamos um exemplo maior na Maia com a recente articulação entre privados e interesse público que permitiu a abertura da Linha 36, a “Linha Empresarial”, operada no modelo ANDANTE e concessionada às empresas Maia Transportes e Nogueira da Costa».