“Um congresso que serviu para mostrar ao país o projecto que temos”

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“Um congresso que serviu para mostrar ao país o projecto que temos e as pessoas capazes de o executar”. É desta forma que o presidente da Comissão Política Concelhia da Maia do CDS-PP, analisa a reunião magna do seu partido, que decorreu no fim-de-semana de 19 e 20 de Março. José Eduardo Azevedo faz um balanço “muito positivo” do encontro. “Não só eu mas toda a comissão política concelhia ficou satisfeita com este congresso por tudo o que se passou quer em termos organizativos quer com o desenvolvimento dos trabalhos e com as eleições dos órgãos sendo que o presidente do partido já estava eleito”.

O líder dos populares da Maia já esperava que fosse um congresso muito participado e, no final, isso acabou por confirmar-se, sublinha. “Notou-se efectivamente que há uma mobilização muito grande de todos os militantes à volta de um objectivo comum que é mudar o estado das coisas. Aliás, foi o que mais se sentiu foi que toda a gente quer que as coisas mudem e estão dispostas a trabalhar para isso”.
E num cenário que se prevê de eleições antecipadas, José Eduardo Azevedo considera então que este congresso serviu acima de tudo para delinear um projecto, conhecer as pessoas que são capazes de o executar para o partido se apresentar a eleições. “É isso que se pretende”.

Eduardo Azevedo acrescenta ainda que a mudança “passará obrigatoriamente” por eleições e que o partido tinha que definir as suas linhas orientadoras. “Embora já não fossem desconhecidas da maioria dos portugueses, acho que este congresso serviu essencialmente para mostrar ao país o projecto que temos e as pessoas capazes de o executar e mostrar que há diferenças entre o CDS-PP e os restantes partidos”.
O presidente da concelhia da Maia considera que o primeiro discurso de Paulo Portas foi o que marcou este congresso. No segundo, “apesar de apresentar algumas conclusões, reforçou as ideias que lançou no seu discurso inicial e que passaram por um reforço da identidade do partido, uma manifestação de diferença relativamente aos outros e uma vontade de mudar e de mudar para melhor”, enumerou.

Fazendo uma análise à actual situação política nacional, o líder dos populares da Maia não tem dúvidas de que está para breve a marcação de eleições antecipadas. “Não tenho dúvidas relativamente a isso”. “A crise de confiança que existe já ultrapassou, a falta de confiança em todos os indicadores económicos e financeiros. Há uma falta de confiança neste Governo, os mercados não confiam nos executantes deste Orçamento e, por isso, é preciso mudar, é preciso trocá-los e, neste momento, julgo que até pela posição tomada pelo principal partido da oposição e a posição já manifestada há muito tempo pelo CDS, há vontade de mudar, os protagonistas têm que ser trocados por pessoas competentes”.

A Maia mantém o deputado municipal, David Tavares, como conselheiro nacional, cargo que vai acumular com o de membro da Comissão Política Distrital do Porto, “o que é sempre excelente para a comissão política e para a Maia”, conclui José Eduardo Azevedo.

Listas de Portas com votações superiores a 80 por cento

No domingo de manhã foram eleitos os órgãos do partido, com as listas afectas à liderança de Paulo Portas a terem votações superiores a 80 por cento. Nos únicos órgãos em que apareceram listas concorrentes, o conselho de jurisdição e o conselho nacional, as listas de apoiantes de Anacoreta Correia tiveram perto de um quinto dos votos.
A comissão política, liderada por Paulo Portas e com alguns nomes novos, como o da recém-militante Isabel Galriça Neto, teve a votação mais alta, com 91 por cento dos votos dos mais de 700 delegados.
Depois desta votação, Paulo Portas passou a ter sete vice-presidentes, nomeadamente Artur Lima, líder do CDS Açores, José Manuel Rodrigues, presidente do CDS Madeira, os deputados Nuno Magalhães, Teresa Caeiro e Assunção Cristas, o eurodeputado Nuno Melo e a vereadora da Câmara de Cascais Marina Ribeiro Ferreira.

José Manuel Rodrigues sai da presidência da Mesa do Congresso para uma das vice-presidências, em troca com Luís Queiró, cuja lista contou com o apoio de 88 por cento dos delegados.
O Conselho Nacional do CDS vai continuar a ser presidido por António Pires de Lima. A lista única para a mesa do conselho nacional teve 89 por cento. Já a lista de Portas ao conselho nacional, cujo primeiro nome é do deputado João Rebelo, teve 80 por cento dos votos e a lista B, liderada por Filipe Anacoreta Correia, teve 18 por cento.
António Carlos Monteiro passa a ser o Presidente do Conselho de Jurisdição Nacional.

Isabel Fernandes Moreira