Ainda este mês fica pronta mais uma etapa do Masterplan para rio Leça

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Marta Peneda

Está previsto para o final deste mês a entrega do segundo relatório do Masterplan para a criação de um corredor verde metropolitano da nascente à foz do Rio Leça. A Câmara da Maia está profundamente envolvida neste projeto, que tem a duração de 15 meses, de execução do Masterplan, cujo início aconteceu em junho do ano passado.

A Maia integra e lidera o Grupo de Trabalho da AMP- Área Metropolitana do Porto para a despoluição integral e requalificação das margens do rio Leça. Existe um plano global e, desde 2018, um Protocolo de Colaboração que une os municípios ribeirinhos do rio – Santo Tirso, Valongo, Maia e Matosinhos – no esforço conjunto da sua despoluição.

O Masterplan resulta desse protocolo intermunicipal, que, resumidamente, “pretende unir a serra (nascente) ao mar (foz), ao longo de um grande corredor verde metropolitano”, refere a vereadora do Ambiente da autarquia da Maia, Marta Peneda.

No âmbito da sua execução, já estão em curso várias sessões de apresentação e workshops destinados, sobretudo, aos técnicos municipais de cada concelho, nas várias áreas temáticas, “cujo envolvimento é crucial”, frisa a vereadora.

Marta Peneda prevê para final de fevereiro a entrega do segundo relatório deste documento, sublinha, “seguindo-se a importante fase da apresentação e divulgação à comunidade em geral, para que todos, sem exceção, possam contribuir ativamente neste desígnio de devolver o rio Leça às pessoas e à natureza”.

Trata-se de um documento estratégico que visa preservar e requalificar os solos e os seus usos, restaurar o património natural, histórico e cultural existente ao longo das margens e promover uma rede integrada de trilhos, para usufruto das populações.

Marta Peneda já havia referido em entrevista ao Maia Primeira Mão em junho do ano passado que o pelouro do Ambiente tinha sido um dos seus grandes desafios na Câmara da Maia, assumido neste mandato. E por entre os dossiês que exigem o seu acompanhamento pessoal, o do rio Leça foi o dos “mais alegrias” lhe têm dado.

A maioria dos motivos de satisfação relaciona-se, diz Marta Peneda, com o “magnífico espírito de equipa e sentido de missão que, desde início, tem pautado o trabalho dos responsáveis políticos de cada município, dos vários técnicos de cada autarquia e da AMP – Área Metropolitana do Porto. O mais difícil está feito. Tenhamos inteligência para aproveitar e, neste mesmo espírito, continuar”.

A vereadora do Ambiente da Maia afirmava em entrevista ao nosso jornal que, desde início, encarou o rio Leça como “uma prioridade em respeito, não só àquele que foi um compromisso plasmado no nosso Programa eleitoral – Viver o Leça – e eu acho muito importante cumprir com aquilo a que nos propomos, passa muito por aí a credibilização da classe política -, mas também pela carga identitária em termos de património que o rio tem, à qual não podemos ser indiferentes”.

De resto, Marta Peneda lembra que essa importância do rio “tem sido bem visível nas várias sessões de discussão do PDM que temos promovido pelo concelho…nas memórias que todos têm de uma Maia onde se podia tomar banho no rio e fazer praia fluvial”.