Andrade Ferreira em nota de imprensa: há «falta de cultura democrática» no PS

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Andrade Ferreira (foto de arquivo_A Santos)
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«Presidente da Concelhia do PS, Paulo Rocha, impede votação na candidatura de Francisco Vieira de Carvalho», é a acusação veiculada em nota de imprensa por Andrade Ferreira, vereador (pela coligação PS/JPP) e candidato opositor de Paulo Rocha nas últimas eleições internas do PS Maia.

Em traços gerais, Andrade Ferreira refere que na noite de quinta-feira passada, na reunião de que saiu a aprovação de Teresa Almadanim para candidata à Câmara da Maia, existiram uma série de irregularidades nos procedimentos da Comissão Política Concelhia do PS Maia.

Andrade Ferreira acusa a estrutura de «falta de cultura democrática», pois os comissários políticos foram, segundo ele, «impedidos de votar livremente» e que o secretariado demitiu-se «para contornar Estatutos do Partido».

Conta ainda a nota de imprensa que «cerca de metade dos militantes que compõem a Comissão Política Concelhia do Partido Socialista da Maia abandonaram a reunião do passado dia 6 de maio de 2021, com acusações de tentativa de condicionamento do voto por parte do presidente da Concelhia, Paulo Rocha, e da presidente da Mesa, Carla Dias».

A reunião, que decorreu no auditório Manuel Correia, na Junta de Freguesia de Águas Santas, tinha como ponto único a designação do candidato do Partido Socialista à presidência da Câmara Municipal da Maia. Mas Andrade Ferreira refere que «foi recusada a admissão da proposta de designação do candidato Francisco Vieira de Carvalho, que encabeçou a Coligação “Um Novo Começo” há 4 anos, para liderar a candidatura socialista à Câmara Municipal da Maia».

Andrade Ferreira foi o primeira subscritor da proposta de candidatura de Francisco Vieira de Carvalho como candidato à Câmara levada a esta reunião da CPC do PS.

Na nota de imprensa (NI), Andrade Ferreira fala em «manifesta desigualdade de tratamento que receberam as duas propostas» – a de Francisco Vieira de Carvalho e a de Teresa Almadanim -, porque, pode ainda ler-se na NI, «a Presidente da Mesa recusou liminarmente submeter a votação os
dois candidatos apresentados, numa violação clara dos Estatutos do PS e dos deveres de
imparcialidade que o cargo que ocupa obriga».

A NI afirma ainda que houve «reparos» a «inúmeras inconsistências» no currículo de Almadanim e que, foi com «surpresa», que os militantes receberam a informação de que «todos os elementos do secretariado do PS se haviam demitido minutos antes da reunião se ter iniciado, contornando assim os novos Estatutos do PS, que impedem o voto dos elementos do secretariado na Comissão Política».

Há ainda críticas ao boletim de voto que «apenas permitia o voto favorável na candidata apresentada pelo Presidente da Concelhia, Teresa Almadanim, não estando assegurada a liberdade de voto contra nem a abstenção.»

Dados estes protestos, «dezoito militantes decidiram abandonar a sala, recusando-se a votar naquelas condições. Assim sendo, apenas votaram na candidatura apresentada pelo presidente da Concelhia dezasseis comissários eleitos, juntamente com quatro elementos inerentes da Juventude Socialista», explica ainda Andrade Ferreira em NI.

O documento termina com a exposição do pensamento de vários militantes de que «Hoje, a Democracia morreu no PS Maia», sendo que estes militantes que se dizem alvo de «tentativa de coação» afirmam que vão expor o problema «aos órgãos distritais e nacionais do Partido».

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