Arlindo Cunha condecorado no 10 de Junho

0
390
- Publicidade -

Arlindo Cunha foi um dos maiatos condecorados nas cerimónias do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que decorreu em Lamego, sob a égide do Presidente da República.

Doutorado em Economia Agrária e da Alimentação, no seu currículo, Arlindo Cunha averba o exercício de cargos como o de Ministro da Agricultura, Ministro do Ambiente, Eurodeputado, Secretário de Estado e Presidente da Comissão de Coordenação da Região Norte, exercendo actualmente o cargo de Presidente da Comissão de Vitivinicultura da Região dos Vinhos do Dão e Professor na Universidade Católica do Porto.

Militante social-democrata desde muito jovem, cedo se destacou no exercício de cargos políticos de grande responsabilidade, tendo da política um entendimento e uma prática que sempre enobreceu essa Arte das possibilidades, pelo sentido de Estado, mas sobretudo pela ética com que sempre esteve nos seus cargos.

Presidente da República condecorando Arlindo Cunha

Teixeira dos Santos

 O outro maiato que foi igualmente condecorado pelo Presidente da República foi Fernando Teixeira dos Santos, Ministro das Finanças de Sócrates.

Doutorado em Economia, é professor na FEP, e é reconhecido como pessoa de fino trato e educação esmerada.

Cavaco Silva tê-lo-á distinguido por ter forçado José Sócrates a pedir ajuda externa, e com isso, ter evitado que o país se precipitasse para a mais que certa bancarrota. Feito que embora demasiado tardio, foi em todo o caso, meritório, ainda que insuficiente para o poupar ao “fogo cruzado” vindo do interior do seu próprio partido, e claro, também de outras famílias partidárias, que o acusaram de não ter conseguido controlar o ímpeto gastador e permanentemente eleitoralista, do chefe do seu Governo, sendo apontado igualmente como um dos responsáveis pela situação que provocou a vinda da troica.

Enquanto cidadão, creio que a lucidez de Teixeira dos Santos, na hora da verdade, é digna desta condecoração. Lucidez, sem a qual, porventura teríamos sido empurrados para uma situação de muito maior aflição e sofrimento, do que aquele a que fomos sujeitos nestes quatro últimos anos.

Victor Dias

- Publicidade -