Assembleia Municipal da Maia aprovou moção para construção urgente da variante à Nacional 14

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Os deputados da Assembleia Municipal da Maia aprovaram, em dezembro último, uma moção de recomendação ao Governo para a construção prioritária da variante à Estrada Nacional 14. Já há muitos anos que os maiatos e a população do Baixo Ave em geral reivindicam a necessidade, cada vez mais premente, de construir esta via, alegando que a situação atual é um sufoco para pessoas e empresas da região.

Os representantes da população do município voltam à carga, uma vez que, após a aprovação do Orçamento de Estado na Assembleia da República, tornou-se pública a decisão de não considerar prioritária a construção da variante à EN14 entre Maia – Trofa e Vila Nova de Famalicão por parte do governo.

Na moção, a Assembleia Municipal sublinha que esta variante “contribuirá decisivamente para o fim dos engarrafamentos diários e permanentes em vários pontos da via” e, por outro lado, “contribuirá fortemente para o aumento da competitividade das empresas, qualidade de vida dos seus trabalhadores e da população em geral”. O documento aponta ainda a obra como “urgente” e de “raro consenso social e político”.

40 anos das eleições autárquicas

A moção foi enviada ao primeiro ministro, ministro do Planeamento e Infraestruturas, todos os grupos parlamentares da Assembleia da República e às assembleias municipais da Trofa e Vila Nova de Famalicão.

Também foi apresentada uma moção pela bancada da CDU, que viria a ser aprovada, na defesa dos 40 anos das primeiras eleições autárquicas, que se assinalaram em 2016. A moção refere que o poder local democrático constitui uma das mais significativas transformações democráticas operadas com o 25 de abril. E prossegue sublinhando que “os sucessivos governos têm prosseguido o ataque ao poder local, à sua autonomia e a elementos essenciais, com destaque para os obstáculos ao processo da Regionalização”.

Nesta moção, a AM deliberou “saudar as primeiras eleições autárquicas, realizadas a 12 de dezembro de 1976”, bem como “reclamar para as autarquias locais a autonomia e os meios necessários para responder às necessidades e anseios das populações e do desenvolvimento local, assim como a reposição de freguesias (…) e a criação das regiões administrativas”.