Autarcas do PSD acusam governo socialista de “pouca vergonha”

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Câmaras PSD do Porto estão contra o Governo

Sem papas na língua, no último dia 9, os presidentes de Câmara da Maia, Penafiel e Marco de Canavezes, eleitos pelo PSD, reuniram-se com os jornalistas para protestar contra o governo socialista. Tudo porque dizem ser uma “pouca vergonha” o ministro do Planeamento e das Infraestruturas ter anunciado recentemente “a revogação de várias obras”, contrariando o que tinha afirmado em junho aos deputados da Assembleia da República.

Em causa, afirmou Bragança Fernandes, presidente da distrital laranja do Porto e da autarquia da Maia, ficaram as variantes às Nacionais 14 e 211, bem como o IC 35, obras que, clarificou, “o anterior governo, PSD e CDS, apesar das fortes restrições orçamentais criou as condições para que fossem uma realidade”.

O eixo exportador do Norte

O presidente da Câmara da Maia sublinhou que relativamente à variante à EN14, “estamos a falar do principal eixo exportador de toda a Região Norte que está assente numa via completamente esgotada, insegura e intransitável”. E para que não haja dúvidas, o autarca, referiu que “hoje demora-se mais de uma hora para percorrer os 12 kms desde o nó do Jumbo, na Maia, até à Trofa, pela atual EN14”.

Perante a contradição do ministro Pedro Marques, que surpreendeu os autarcas e que estes classificam de “atitude totalmente irresponsável”, Bragança Fernandes deixou a pergunta “Em que ficamos, Sr ministro?”

Além da decisão, “uma originalidade do ministro”, que “há poucos meses tinha escrito aos deputados dizendo exatamente o contrário referindo que a obra era prioritária do PETI 3+”, Bragança Fernandes afirma que é incompreensível que se travem estas obras, até porque “a primeira fase já estava lançada”, algo que pode ser confirmado na Plataforma Eletrónica de Contratação Pública”.

O que irá acontecer ao financiamento?

Por outro lado, o líder da distrital do PSD Porto questiona o que irá ser feito ao “financiamento assegurado no valor de 38 milhões e 185 mil euros” e lança a dúvida se este governo socialista não estará a cortar investimentos localizados em autarquias lideradas pelo PSD, referindo que, enquanto em Lisboa “continua tudo à grande e à socialista”, “só não há dinheiro para o Norte”. Bragança Fernandes conclui referindo que “estas obras só não serão feitas por uma questão de vontade política”.

E deixa o alerta, estas vias que foram “revogadas” são essenciais para a dinamização da economia do Baixo Ave e do Vale do Sousa, pelo que o governo está a prejudicar as emrpesas e a população destas áreas.