BE apela à manifestação… contra o PEC

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Sábado é dia de manifestação nacional, em Lisboa. O protesto foi convocado pela CGTP no Dia do Trabalhador para “exigir novas políticas para o desemprego, em defesa dos direitos ao emprego e melhores condições salariais”. Na Maia, a Comissão Coordenadora Concelhia do Bloco de Esquerda (BE) apela à participação nesta jornada, numa altura em que o partido intensifica a campanha de rua contra as medidas do Governo previstas no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).

Contra estas “medidas liberais e anti-sociais promovidas pelo PS e pelo PSD”, o BE sublinha em comunicado que o PEC “é um programa que faz cair a factura da crise sobre os mais fracos”, reiterando que “estas pessoas não têm culpa nenhuma na crise financeira que mergulhou o mundo no caos”. Por isso, em alternativa, a Comissão Coordenadora Concelhia da Maia propõe medidas “de coragem”. Como sejam “aumentar o IRC sobre os bancos, taxar em 25 por cento as transferências para offshores e tributar em 50 por cento os prémios escandalosos dos gestores e administradores”. Mas sem descurar a aposta no investimento público e no reforço da protecção social, “para se conseguir aumentar a actividade económica e o poder de compra que levará também à alavancagem da economia e do mercado nacional”.

No mesmo documento, o BE da Maia insurge-se contra o “o PEC do centrão político”, assumindo-se que a alternativa está no Bloco e na “contestação e mobilização necessária”, aproveitando o mote da manifestação nacional de sábado, no Marquês de Pombal, em Lisboa, a partir das 15h00. Caso contrário, avisa, “o PS e o PSD avançarão com um ataque brutal sobre os salários e as condições de vida das pessoas que vivem do seu trabalho, estando empregadas ou não”.

MC