BE falou de 40 anos de poluição ambiental da Siderurgia da Maia

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BE debate Siderurgia da Maia
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“Siderurgia da Maia – 40 Anos de Poluição Ambiental”, foi este o tema para a sessão organizada pelo BE Maia, no último dia 2, para a qual o partido convidou representantes de instituições locais, como o presidente da Assembleia Municipal ou os autarcas de S. Pedro Fins e Folgosa, bem como a Quercus. No entanto, só se fez representar a Junta de Freguesia de S. Pedro Fins, através do seu presidente e secretário.

Na mesa do debate, estiveram um representante da Comissão Coordenadora Concelhia do BE Maia, um morador de S. Pedro Fins e ainda o deputado Pedro Soares, presidente da Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação.

O BE reforçou a ideia de que não defende o encerramento das instalações da Siderurgia Nacional (SN) da Maia, tão só “exige que sejam criadas condições de controlo do funcionamento e de monitorização externa e independente à empresa”. Mas, acima de tudo, o BE afirma que “não se pode, de todo, é continuar a ignorar o problema”.

“É possível produzir sem provocar poluição”

A sessão registou muitas intervenções do público, incluindo de ex-trabalhadores da SN. Um dos intervenientes, quadro superior na SN da Maia  durante 15 anos, referiu que “se há queixas de natureza ambiental é porque a empresa não está a cumprir com as regras que são exigidas às unidades industriais deste tipo”, adiantando que é “possível produzir aço sem provocar poluição ambiental”. Muitos dos presentes confirmaram que a poluição existente é grave, “e mais evidente durante a noite”.

O presidente da Junta de S. Pedro Fins leu uma carta de um médico, dirigida a instâncias superiores de relevo, em que se afirma “haver registo de aumento de ocorrências de cancro pulmonar na área de envolvente da SN” cuja causa atribui ao seu funcionamento.

Francisco Amorim, morador de S. Pedro Fins, e que já foi deputado municipal pelo BE, lembrou que já tinha denunciado este problema em 2005 na Assembleia Municipal da Maia.

As mesmas queixas no Seixal

O deputado Pedro Soares, presidente da Comissão Parlamentar do Ambiente na Assembleia da República, deu conhecimento de uma audiência dos deputados à Comissão Instaladora da Associação “Os Contaminados”, da aldeia de Paio Pires, no Seixal, onde existe outra unidade fabril do mesmo grupo empresarial. “As queixas aqui em S. Pedro Fins são exatamente as mesmas que no Seixal”, referiu.

Pedro Soares confirmou a existência de  normas que têm de ser respeitadas para reduzir os riscos de poluição ambiental e prometeu continuar a acompanhar a problemática e, em sede própria, “procurar averiguar da situação de facto do funcionamento da SN da Maia”.

De acordo com o BE da Maia, a “exigência da instalação de, pelo menos, duas estações automáticas montadas numa posição estratégica de monitorização específica do ar e do ruído, 24 horas por dia e 365 dias por ano, por entidades independentes, com resultados de acesso público, bem como a necessidade da constituição de uma comissão de moradores de Folgosa e S. Pedro Fins são os mais importantes e urgentes passos a dar”.

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