Bloco defende Plano Específico de Gestão da Água para o Rio Leça

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O projeto do “corredor verde” do rio Leça não é suficiente, defende o Bloco de Esquerda da Maia, sendo necessário avançar para um Plano Específico de Gestão da Água do rio Leça. O BE da Maia comunicou em nota de imprensa a Moção que levou à Assembleia Municipal e que foi aprovada.

«Na sessão ordinária da Assembleia Municipal da Maia de 28.09.2020, o Grupo Municipal do Bloco de Esquerda apresentou uma moção sobre o Rio Leça, propondo que o Município da Maia, em conjunto com a Agência Portuguesa do Ambiente e os Municípios vizinhos de Matosinhos, Valongo e Santo Tirso, elaborem um Plano Específico de Gestão da Água do Rio Leça (PEGA) com a finalidade de assegurar a monitorização e controlo da qualidade da água daquele que já foi considerado um dos rios mais poluídos da Europa», referem os bloquistas maiatos.

Os deputados pedem também que Câmara Municipal de Maia tome as devidas diligências, no Conselho Metropolitano e junto da APA, para que o PEGA do Rio Leça avance, sem prejuízo do “corredor verde”.

Para o BE, o projeto de requalificação do “corredor verde” do Leça, previsto pelo Município da Maia, não chega para garantir as condições desejáveis para que os 500 mil potenciais utilizadores da Bacia Hidrográfica do Leça usufruam de áreas renovadas, com “os tão desejados espaços de lazer de que as suas águas são parte integrante.”

O BE quer que a Maia vá mais longe, atuando como “um dos interlocutores mais fortes de projetos ambientais no rio”, e que, a par do arranque das obras de requalificação do “corredor verde”, cuide das suas águas, para não “desaproveitar recursos públicos e europeus”.

Dando como exemplo a intervenção no rio Tinto recentemente realizada pelo Município de Gondomar, o BE acredita que a cooperação institucional entre Municípios e Governo, com o apoio da população e associações ambientalistas, pode “tornar possível voltar a chamar ao Leça ‘rio’ e não ‘esgoto’ “.

A moção do Bloco de Esquerda foi aprovada por unanimidade.