Bragança Fernandes confirma investigação após denúncia anónima

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O presidente da Câmara da Maia, Bragança Fernandes, desvalorizou a recolha de elementos bancários durante as buscas policiais no âmbito de uma investigação à autarquia. Em comunicado, Bragança Fernandes confirma que foram recolhidos "residualmente elementos bancários" mas sublinha que esses elementos são "periféricos ao conteúdo da investigação".

A Polícia Judiciária realizou buscas na sede da autarquia da Maia, nas residências do presidente Bragança Fernandes e do seu vice, Silva Tiago, no Fórum da Maia, a empresas do ramo imobiliário e gabinetes de arquitectura.

No comunicado, o presidente da autarquia confirma o desenrolar da investigação e realça que se apoia numa denúncia anónima apresentada em 2008.

Em causa está uma investigação decorrente de denúncias que apontam Bragança Fernandes e António Silva Tiago como suspeitos de terem favorecido empreiteiros a troco de contrapartidas, no âmbito de processos de licenciamento do Centro Comercial Vivaci e do hospital privado do Lidador.

Leia o Comunicado na íntegra:

COMUNICADO

António Bragança Fernandes, por si e na qualidade de Presidente da Câmara Municipal da Maia, vem, em face das recentes notícias publicadas a propósito de uma diligência judicial, prestar os seguintes esclarecimentos:

1. Está em curso uma investigação judicial que radica num denúncia anónima apresentada em 2008.

2. No âmbito deste processo foram realizadas buscas domiciliárias aos diversos visados na referida denúncia anónima e no edifício da Câmara Municipal, e não apenas nos domicílios do Presidente da Câmara e do Vice-Presidente da autarquia.

3. Com o fito de esclarecer os factos denunciados anonimamente foram recolhidos diversos documentos e dossiers relacionados com a actividade municipal, e residualmente elementos bancários, que são, aliás, periféricos relativos ao conteúdo da investigação.

4. As buscas decorreram com serenidade e contaram com toda a colaboração dos intervenientes.

5. Nenhum dos visados foi constituído arguido.

Aguarda-se, assim, o decurso das investigações, acreditando que o desenvolvimento do processo e as instituições envolvidas possam, definitivamente, contribuir para o esclarecimento dos factos.

Maia, 14 de Dezembro de 2009.

António Bragança Fernandes